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Estudo aponta que Brasil foi o país com a pior gestão da pandemia no mundo

Pesquisadores do Lowy Institute de Sydney analisaram indicativos como capacidade de detectação e mortes

relogio min de leitura | Redação 28 de janeiro de 2021 - 14:21
Brasil foi o país que pior lidou com o vírus em todo o mundo, segundo uma pesquisa australiana
Brasil foi o país que pior lidou com o vírus em todo o mundo, segundo uma pesquisa australiana -

Segundo um estudo do grupo australiano Lowy Institute de Sydney divulgado nesta quinta-feira (28), o Brasil foi o país que pior lidou com a pandemia em todo o planeta e a Nova Zelândia foi a melhor gestão. A pesquisa analisou 100 países e os examinou por seis critérios, como casos confirmados, capacidade de detectar infectados e mortes.

“Coletivamente, esses indicadores indicam quão bem ou mal os países administraram a pandemia”, afirma o estudo.

Os 10 principais países na análise, além da Nova Zelândia, foram Vietnã, Taiwan, Tailândia, Chipre, Ruanda, Islândia, Austrália, Letônia e Sri Lanka. Perto do Brasil, nas últimas posições, estão países como Colômbia, Estados Unidos e México.

Tanto Brasil quanto Estados Unidos tiveram a gestão de líderes populistas (Jair Bolsonaro e Donald Trump) que procuravam minimizar os efeitos da pandemia, incentivaram a quebra do isolamento e desprezaram o uso de máscaras.

De acordo com os pesquisadores, a China não foi incluída na análise por falta de dados. Segundo eles, o governo chinês tentou manipular a situação para provar a capacidade do seu sistema.

O estudo aponta também que em quase todos os países a resposta ao vírus foi insatisfatória e, por isso, não há como afirmar qual sistema político controlou melhor o problema. Nações pequenas, com populações abaixo dos 10 milhões de pessoas apresentaram vantagens.

“Alguns países administraram a pandemia melhor do que outros, mas a maioria deles se destacou apenas por seu desempenho insatisfatório”, destaca. “Em geral, os países com menos populações, sociedades mais coesas e instituições bem treinadas têm uma vantagem comparativa quando se trata de lidar com crises globais como a pandemia”, acrescentou a pesquisa.

Desde o fim de 2019, o coronavírus infectou 100 milhões de pessoas, com 2,2 milhões de mortes.

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