Enfermeira debocha do Coronavac e afirma: "não é vacina"
A mesma disse que só tomou a vacina para poder viajar

Uma enfermeira debochou da vacina contra o coronavírus em um vídeo na internet nesta semana. As imagens nas quais a mulher fala que só tomou a Coronavac "para poder viajar" foram denunciadas ao Conselho Regional de Enfermagem, que vai averiguar o assunto. A enfermeira trabalha na Santa Casa de Misericórdia de Vitória, no Espírito Santo.
No relato feito em vídeo, Nathana Ceschim afirma que tomou "água" ao se referir á vacina. "Tomei por conta que quero viajar, e não para me sentir mais segura. Uma vacina que dá 50% de segurança para mim não é uma vacina. Tomei foi água", afirma ela. Em outras imagens, ela aparece sem máscara em seu local de trabalho ao brincar com um outro colega de profissão.
Ele falou que a vacina tem apenas 50% de eficácia, pois os estudos apontam que a Coronavac tem 50,38% de eficácia geral em qualquer caso de contaminação do vírus. Além disso, vale lembrar que o medicamento também possui outras características, como, por exemplo, a comprovação de que em casos graves a vacina possui 100% de eficácia, já na manifestação de sintomas a eficácia é de 77,96%.
A equipe do hospital no qual a enfermeira trabalha afirmou que "em hipótese alguma compactuamos com este tipo de pensamento e que em toda a sua história sempre defendeu e esteve ao lado da ciência, e não seria agora que mudaria sua postura, em um momento tão difícil. Acreditamos na vacina e esperamos que, em breve, não só os funcionários, mas toda a sociedade possa ser imunizada".
Além disso, sobre o não uso de máscaras, a unidade disse que "abriu uma investigação para apurar a conduta da funcionária e irá tomar as medidas que forem necessárias para garantir a segurança de seus pacientes e a manutenção das normas e condutas fundamentais para o bom atendimento assistencial".
O secretario estadual de Saúde do Espirito Santo, Nésio Fernandes, também se posicionou sobre o tema. “Repudiamos toda e qualquer expressão de negação da ciência, da expressão de futilidades desnecessárias ao comportamento exemplar que se espera dos trabalhadores da saúde. Somos preparados para salvar vidas, não para sabotá-las”, afirmou.
O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) falou sobre o processo que abriu para investigar o caso da enfermeira em questão. "É inaceitável que, após onze meses de enfrentamento à pandemia e em defesa da vida, um profissional de enfermagem se posicione nas redes sociais de forma irresponsável e inconsequente, comprometendo a ciência, a saúde e a vida das pessoas. A apuração, com amplo direito de defesa, será com base no Código de Ética da Enfermagem. As penalidades previstas vão de advertência à cassação do registro profissional”, dizia a nota.