Butantan cancela acordo por 440 doses de vacina assinado com a Prefeitura de Maricá

Governo municipal diz que se mantém atento a qualquer possibilidade de imunizar a população por meios próprios

Escrito por Redação 15/01/2021 18:54, atualizado em 15/01/2021 19:50
. Foto: Divulgação


A Prefeitura de Maricá informou que partiu do Instituto Butantan a iniciativa de cancelar o acordo firmado no dia 11 de dezembro, que previa a compra de 440 mil doses da vacina Coronavac contra a Covid-19 para a cidade. O presidente do Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta sexta-feira (15/01) que toda a produção do imunizante será entregue ao Ministério da Saúde, tão logo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o registro da Coronavac, ou autorize seu uso emergencial.

 

O diretor-presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), Celso Pansera, que assinou o acordo com o Butantan em nome da Prefeitura de Maricá, afirmou que a gestão municipal se mantém atenta para qualquer possibilidade de realizar a imunização da população da cidade por conta própria. “Caso o Ministério da Saúde não cumpra seu papel, o ICTIM poderá voltar a buscar alternativas, como outras vacinas que estejam disponíveis no mercado”, disse Pansera.

 

De acordo com Dimas Covas, os acordos firmados entre o Instituto e os municípios – 184 em todo o país demonstraram interesse em adquirir a Coronavac, segundo o governo de São Paulo – seriam válidos apenas no caso de o Ministério da Saúde se recusar a comprar a vacina, mas o governo federal acabou por firmar a parceria com o Instituto, garantindo assim a exclusividade na distribuição do imunizante.

 

Com o aval da Anvisa, que se reúne neste domingo (17/01) para discutir o assunto, pelo menos seis milhões de doses da vacina já poderão ser aplicadas em grupos específicos no país, conforme o Programa Nacional de Imunizações. A Prefeitura de Maricá apoia a decisão, por entender que a mesma fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS).


Até o fechamento desta edição, o Instituto Butantã não havia se manifestado sobre o assunto. 

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