Família faz 'Vakinha' para pagar tratamento de jovem com doença rara em São Gonçalo

Moradora do Jardim Catarina foi diagnosticada com Doença de Crohn

Escrito por *Claudionei Abreu 15/01/2021 12:20, atualizado em 15/01/2021 13:16
Moradora do Jardim Catarina foi diagnosticada com Doença de Crohn
Moradora do Jardim Catarina foi diagnosticada com Doença de Crohn . Foto: Divulgação


Moradora do Jardim Catarina, em São Gonçalo, Juliana Paola de Souza, de 22 anos, foi diagnosticada com a Doença de Chron. Desde a infância, Juliana apresentava alguns problemas de saúde por conta de já ter a doença em seu organismo, mas a família não sabia qual era a razão das dores e dos problemas constantes de saúde. Após uma série de exames, a família descobriu, ainda no início de 2021, que ela tinha a Doença de Crohn e desde então buscaram dar início ao tratamento.

Pouco conhecida pela população em geral, a Doença de Crohn é uma doença rara responsável por mais de 50% dos casos das Doenças Intestinais Inflamatórias, segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD). O processo inflamatório crônico do aparelho digestivo é a principal característica dessa doença, que tem sua origem ainda incerta.  Ainda segundo a ABCD, os homens e as mulheres parecem ser afetados em igual proporção. Apesar de a Doença de Crohn e a RCUI acometerem indivíduos de todas as idades, elas predominam em jovens, sendo quase todos os casos diagnosticados antes da idade dos 30 anos.

"Depois de incontáveis buscas e a Juliana ter ficado com trauma de médicos por nenhum ter levado a situação dela a sério, ela procurou uma última médica e disse que seria a última que iria na vida. Quando ela chegou no consultório, ela disse que tinha encontrado a médica da vida dela. A médica fez incansáveis exames, até a gente esperar a carência do plano pra fazer o exame mais importante a: colonoscopia de novo! E foi ali que ele apareceu, o chron", disse a mãe da jovem, Joselina Souza.

A Doença de Crohn afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. A doença habitualmente causa diarréia, cólica abdominal, às vezes febre, ou até mesmo sangramento retal. Também pode ocorrer perda de apetite, e de peso subsequente e os sintomas podem variar de leve à grave.

Irmã de Juliana, Suellen Souza afirma que a família decidiu começar a 'Vakinha' e pedir ajuda na internet por conta do alto custo do tratamento da doença, que se detectada em sua fase inicial, pode colaborar para que a pessoa possa ter uma vida tranquila. Ela afirma que o tratamento inclui 15 comprimidos diferentes por dia e uma única caixa com os medicamentos custa aproximadamente R$200.

“Estamos lutando para que ela não desista do tratamento e se entregue à doença. Eu e os outros quatro irmãos estamos nos esforçando para manter o tratamento e fazendo o possível para que a gente consiga tratar essa doença. Estamos lutando na justiça também para conseguir que ela possa fazer o tratamento através do SUS, mas enquanto não conseguimos essa autorização, estamos nos esforçando para arcar com as despesas”, afirmou a irmã.

Família luta para conseguir tratamento no SUS

Segundo Suellen, o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil oferece gratuitamente os medicamentos para tratamento da doença, mas é necessário que a família apresente uma carta de hipossuficiência econômica para que o SUS reconheça as condições financeiras da família e a necessidade de oferecer os medicamentos de forma gratuita.

No entanto, atualmente, Juliana está realizando o tratamento por uma unidade privada de saúde, que é paga com contribuição de todos os cinco irmãos dela. A irmã de Juliana afirma que já contatou uma advogada que está auxiliando a família a comprovar que existe a necessidade de que o tratamento seja feito pela rede pública, porque, apesar de a menina estar realizando o tratamento por uma rede privada, não há condições de manter o tratamento até o final, já que o valor do plano é pago por todos os irmãos.

“Estamos nos esforçando para pagar esse tratamento na rede privada porque é uma necessidade para manter a vida dela, mas é complicado para nós manter esse tratamento e por isso precisamos que o SUS possa reconhecer a necessidade econômica e aceitar o tratamento pela rede privada”, diz.

Vakinha

Enquanto a família não consegue realizar o tratamento de forma gratuita pela rede pública de saúde, estão fazendo uma Vakinha para pedir ajuda daqueles que possam colaborar para o tratamento de Juliana. O valor arrecadado é utilizado para compra de medicamentos e o tratamento na rede privada. Acesse a Vakinha neste link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-juliana-juliana-paola


*Estagiário sob supervisão de Cyntia Fonseca

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