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Não alimente pombos

relogio min de leitura | Redação 25 de setembro de 2015 - 20:27

Os pombos, aves reconhecidas em quase todo mundo como símbolo da paz são, hoje em dia, um problema ambiental para as cidades. Estas aves originárias da Ásia Ocidental foram introduzidas no Brasil, no início do século XIX, por ordem do Rei Dom João VI com o objetivo de “enfeitar” as cidades nos moldes das cidades europeias.

Trazidos de seu habitat natural, a espécie integrou-se prontamente ao ambiente urbano, tendo em vista a sua grande facilidade de adaptação e reprodução. Podem ser apontadas, de imediato, três razões básicas para a sua sobrevivência em ambiente urbano, tais como: oferta abundante de abrigo, podendo os pombos acomodar-se em qualquer lugar, tais como beirais e frestas de edifícios, locais estes que assemelham-se aos habitats naturais destas aves, como edificações onde costumam fazer seus ninhos, em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises, causando ainda, prejuízos por danificar as estruturas; alimentação em quantidade, tendo em vista as inúmeras fontes de alimentações existentes na cidade, lixos e restos de alimentos acumulados e, ainda, pela alimentação fornecida pelo homem através de grãos, milho, farelo, dentre outros, que contribui para alta reprodução dos pombos, e como terceira razão, a ausência de predadores, ou seja, a inexistência de aves de rapina, principais predadores do pombo, em área urbana, acarretando a proliferação desenfreada da espécie.

O hábito de alimentarem-se em latas de lixo colocam os pombos em contato com microorganismos, fazendo-os transmissores de doenças ao ser humano. Os pombos são transmissores de toxoplasmose, salmonela, ajudam na transmissão de fungos e bactérias transmitidos através de suas fezes, podendo provocar alergias e rinites. As fezes deste animal sujam e corroem monumentos e estátuas, colaborando para a sujeira e poluição visual da cidade.

A forma mais simples e barata para minimizar este problema é não dar comida aos pombos e eliminar possíveis fontes para a sua alimentação.

“SE BATER NA MADEIRA ISOLASSE O AZAR, PICA-PAU NÃO ESTARIA EM EXTINÇÃO”. (EUGÊNIO MOHALLAM) – PRESERVE O MEIO AMBIENTE.

ROGÉRIO TRAVASSOS. Advogado, especialista em Direito Privado e Ambiental. Professor universitário com dedicação exclusiva a Universidade Salgado de Oliveira. Sócio e advogado da Empresa de Consultoria AMBIENTE E TAL e morador de Maricá.

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