A importância do Meio Ambiente para o ser humano

Enviado Direto da Redação


O homem pré-histórico,  se via como parte da natureza, devido a sua capacidade limitada de alterá-la. No entanto, com o passar dos séculos e com o advento das revoluções industriais e tecnológicas, o ser humano não mais se vê como parte da natureza, mas sim, como dominante dessa. Com isso, as ações humanas impactam a natureza de forma majoritariamente negativa, com o consumismo, poluição, geração de lixo e uso irresponsável dos recursos naturais. Isso evidencia que o ser humano negligenciou a importância do meio ambiente para si, para coletividade e para a manutenção da vida na Terra.


Assim, com o surgimento de grandes indústrias e a consequente mudança do estilo de vida, fez-se mais importante o desenvolvimento - pessoal e nacional, e com isso, a importância do meio ambiente para a humanidade, era somente o fornecimento de matéria-prima para geração de lucro, e essa visão, nociva para os próprios humanos, uma vez que somos dependentes da natureza em todas as esferas da nossa sobrevivência. Quando expõe-se, por exemplo, a cadeia alimentar, percebe-se que estamos subordinados a todos os seres vivos existentes, desde as plantas até os animais de grande porte (como, por exemplo, o boi), já que sem a existência das plantas, que são seres produtores, não existiram os consumidores primários, e consequentemente não teríamos nenhuma forma de alimento, seja ela herbívora (vegetariana ou vegana), ou onívora (com participação de carne nos pratos).


Outra abordagem necessária, é a necessidade da manutenção da vida na Terra. Ou seja, o entendimento de que os fatores abióticos, que são a água, o ar, a temperatura, o pH, os nutrientes, são determinadores da existência das espécies encontradas. Uma vez modificada rapidamente, por exemplo, a temperatura, a vida humana na Terra poderia vir a ser extinta, já que estamos habituados a temperaturas amenas, ou seja, nem muito frias e nem muito quentes. No entanto, com a liberação de poluentes na atmosfera e a utilização exacerbada de recursos naturais, as mudanças climáticas já são realidade, e o aquecimento global - aumento das temperaturas nos oceanos e na Terra devido ao acúmulo de gases do efeito estufa - apresenta-se como a maior preocupação de ambientalistas, devido ao risco que apresenta para a vida na Terra.


Nesse contexto, entende-se que o meio ambiente é não só nossa fonte de lucros, já que todos os materiais são provenientes de alguma matéria-prima natural, mas também de sobrevivência. E, por mais que no momento as mudanças estejam sutis para os humanos, muitas espécies animais e vegetais já foram extintas, como mostra a revista Galileu ao citar que 600 espécies vegetais foram extintas só nos últimos 3 séculos. Sendo assim, todo o ecossistema encontra-se fragilizado, uma vez que a cadeia alimentar que possuía como base em alguma dessas 600 espécies extintas, está desequilibrada, o que causará a longo prazo, se não houver mudança dos nichos, a possível extinção dos outros níveis da cadeia, no qual o ser humano também está incluído.


PROJETO DE PESQUISA - PESQUISANDO E FALANDO DE MEIO AMBIENTE. ROGÉRIO TRAVASSOS – Advogado, especialista em Direito Privado e Direito Ambiental. Professor Universitário com dedicação exclusiva a Universidade Salgado de Oliveira. Sócio e Advogado da Empresa de Consultoria AMBIENTE E TAL, em colaboração com a aluna LAYSA WERNECK ALMEIDA do Curso de Direito da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Niterói - COORDENAÇÃO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DE NITERÓI.

Veja também