Quanto mais conheço o ser humano, mais eu amo os animais

Grupo de pesquisa de direito ambiental

Enviado Direto da Redação

Muitas pessoas já ouviram ou leram essa frase: quanto mais conheço o ser humano, mais eu amo os animais. Nós, seres humanos, podemos ter problemas para nos relacionar e somos bem complicados. Os animais podem ser nossos grandes companheiros, mais verdadeiros e leais do que as pessoas de nosso convívio social. Pergunta-se: por que tantas pessoas fazem esta afirmação?

O que se vê recorrente, é que muitos de nós estamos desesperançosos com nossa própria espécie. Existe um comportamento disseminado que se amplia a cada dia, advindo do próprio egoísmo do ser humano, do preconceito e da desonestidade. Existem guerras lá fora, e dependendo do ponto de vista, até mesmo o total desentendimento dentro das casas das famílias. Diversas pessoas vivem na miséria enquanto nações se tornam mais ricas e a natureza sofre as consequências desses comportamentos conflituosos.

O sentimento mais importante do mundo anda sumindo do nosso convívio diário. Atitudes desumanas espalham a negatividade e nos afastam de tudo o que nos torna maduros, conscientes e prósperos.

É de se observar o contrário com os nossos queridos animais, que convivem conosco. São cheios de amor, e o seu grande desejo é nos trazer alegria, companheirismo e espalhar energia positiva por onde vão.

Com todas as circunstâncias, mesmo quando maltratados ou vivendo com dificuldades, os cãezinhos não deixam der ser puros, e nos ensinam a valiosa lição de amar, além da bondade e empatia ao próximo. Estes também reconhecem quem os ama, retribuindo sempre em dobro.

Os animais, não seriam capazes de partir os nossos corações ou de provocar algum mal intencionalmente, pois estes são cheios de amor, e onde há amor, não há espaço para as misérias sentimentais.

Por isso, nos apaixonamos cada vez mais com os olhares profundos, as abanadas de rabo, os “lambeijos”, pois eles nos passam tudo o que precisamos para nos tornarmos seres humanos melhores. Com eles aprendemos valores, simplicidade, a valorizar tudo o que temos e demonstrar amor e carinho com espontaneidade.

Não foi por um acaso que nosso estimado Raul seixas (1945 – 1989), cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista brasileiro, um dos pioneiros no rock brasileiro, assim afirmou “Quanto mais conheço a humanidade mais eu amo meus cachorros”.

Também podemos mencionar a frase de Alexandre Herculano (1810 – 1877), poeta, escritor e historiador da época do romantismo português, disse: “Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”.


O querido Chico Xavier (1910 – 2002), foi um médium filantropo e um dos mais importantes expoentes do espiritismo. Nos passou a seguinte mensagem: “Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar”.

Arthur Schopenhauer -> (1788 – 1860), filósofo alemão do século XIX, manifestava-se a favor do bem-estar dos animais e afirmou: “A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem”.

Osho (1931 – 1990), foi um guru indiano, líder do movimento Rajneesh. Durante sua vida foi visto como um polêmico líder do novo movimento religioso. Em um de seus magníficos ensinamentos nos passou que: “Envelhecer qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam esse direito”.

E, para finalizar com chave de ouro, disse Leonardo da Vinci (1452 – 1519), que foi um polímata (pessoa de várias profissões), nascido na atual Itália, uma das figuras mais importantes do alto renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Disse ele: “Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia, um crime contra um animal será um crime contra a humanidade”.

Tantos artistas, poetas, romancistas, músicos, estudiosos de diferentes épocas, e estilos de vida distintos, nos trouxeram quase que o mesmo ensinamento, o que mostra que nós seres humanos estamos vivendo há séculos no mesmo paradigma. Ainda resta a esperança de que haverá o respeito pelos animais, o seu reconhecimento como seres que sentem dor e que sofrem assim como os seres humanos. Um dia tudo pode mudar, falta somente o primeiro passo de cada um de nos.

PROJETO DE PESQUISA - PESQUISANDO E FALANDO DE MEIO AMBIENTE. ROGÉRIO TRAVASSOS – Advogado, especialista em Direito Privado e Direito Ambiental. Professor Universitário com dedicação exclusiva a Universidade Salgado de Oliveira. Sócio e Advogado da Empresa de Consultoria AMBIENTE E TAL, em colaboração com a aluna LORRANE BARBOSA BARDASSON do Curso de Direito da Universidade Salgado de Oliveira, Campus Niterói - COORDENAÇÃO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DE NITERÓI.

Aluna: Lorrane Barbosa Bardasson, 8° período da Universidade salgado de oliveira.

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