Água-viva

Escrito por Redação 04/08/2017 21:29, atualizado em 05/08/2017 13:30
. Foto:

No ano de 2017, no mês de janeiro, foram divulgadas notícias de que em um só fim de semana, mais de seis mil banhistas foram atacados por águas-vivas no litoral de Santa Catarina (SC). Alguns chegaram a ter reações alérgicas fortíssimas e sofreram choque anafilático devido a isso.


Segundo Marina Marinho Nunes, bióloga marinha, existem quatro espécies que têm seu habitat no litoral de Santa Catarina. A espécie que provoca as queimaduras mais graves é chamada de caravela portuguesa, embora não seja essa que temos visto nas praias ultimamente. As outras espécies provocam queimaduras mais leves e menos graves.


Mas o que é água-viva? A água-viva, também conhecida como medusa, é um animal marinho. Existe há mais de 650 milhões de anos e existem milhares de espécies diferentes. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Possuem tentáculos, que podem queimar a pele de uma pessoa que a toca. Algumas podem também injetar veneno na pele.


Seu corpo é de consistência gelatinosa, composto por cerca de 98% de água e variam bastante de tamanho, existindo algumas de menos de dois centímetros e outras com mais de dois metros de diâmetro, com tentáculos de até 40 metros de comprimento. A forma corporal é semelhante a um guarda-chuva. Uma água-viva adulta, também conhecida como medusa (por causa de medusa, a criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo) vive cerca de três a seis meses.


Grande parte das águas-vivas tem os oceanos (água salgada) como habitat. Algumas espécies vivem também em ambientes de água doce, são carnívoras, ou seja, comem outros animais e as menores também se alimentam de algas e outros plânctons minúsculos, chamados zooplâncton, o que o fazem através de infiltração.


Uma água-viva pode matar um animal aquático pequeno, mas sua fisgada, normalmente, não é fatal aos humanos. Porém, toda regra tem suas exceções e algumas podem sim ser fatais até para humanos. A fisgada costuma provocar dor, irritações na pele, febre e cãibras nos músculos. O grau de dor e a reação a uma fisgada de água-viva pode depender da espécie.


Os tentáculos urticantes ajudam a manter os predadores longe e seu corpo transparente ajuda a passar despercebida. Alguns animais, como as tartarugas-cabeçudas, o peixe-lua e o peixe-enxada são os predadores da água-viva. Há peixes jovens que vivem sobre ou até mesmo dentro da água-viva e o fazem no intuito de se esconder nos tentáculos evitando serem comidos por predadores até ficarem adultos.


Na China e no Japão, algumas pessoas também comem água-viva. Segundo os pesquisadores, usar urina, suco de limão, água do mar, gelo ou até mesmo espuma para barbear são alguns dos remédios populares ditos para serem usados nas queimaduras, o que na verdade não ocorre, podendo ainda piorar a situação do lesado.


Os bombeiros, geralmente, alertam sobre a presença destes animais e do perigo que oferecem. Portanto, para evitar acidentes, devemos atender ao alerta desses profissionais e entender que para nossa própria segurança, o melhor é não entrar na água, evitando, assim, acidentes que possam se tornar graves. “VOCÊ HÁ DE ME PERGUNTAR POR QUE TOMO CONTA DO MUNDO. É QUE NASCI INCUMBIDA”. (in: Água Viva) – CLARICE LISPECTOR – Preserve o meio ambiente -

Gostou da matéria?
Compartilhe!

Veja também

Mais lidas