Marcinho, ex-Botafogo, é indiciado por duplo homicídio culposo após atropelar casal

Atropelamento aconteceu no dia 30 de dezembro

Escrito por Redação 06/01/2021 14:24, atualizado em 06/01/2021 15:21
Casal estava junto há 12 anos
Casal estava junto há 12 anos . Foto: Arquivo Pessoal

O ex-lateral do Botafogo Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, foi indiciado nesta quarta-feira (6) pelo crime de duplo homicídio culposo. Dessa forma, caso o atleta seja condenado na Justiça, ele pode fica de 2 a 4 anos de detenção por cada uma das duas mortes.

De acordo com a Polícia Civil, Marcinho foi o autor do atropelamento, que aconteceu no último dia 30, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, que causou a morte do casal de professores do Cefet/RJ Alexandre Silva Lima, de 44 anos, e Maria Cristina José Soares, de 66.

Alexandre morreu no local do acidente. Maria Cristina morreu na última terça-feira (5), no hospital particular onde estava internada. Os dois estavam juntos há 12 anos e haviam firmado a união estável em cartório em janeiro de 2019.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Alan Luxardo, o inquérito deve ser concluído na semana que vem. Antes, Marcinho precisa ser ouvido pela polícia mais uma vez, já que testemunhas disseram em depoimento na última terça-feira (5) que o atleta estava em alta velocidade. Marcinho disse que, quando o acidente aconteceu, seu carro estava a 60 km/h.

A Polícia Civil aguarda a conclusão da perícia feita no carro do jogador. O delegado, no entanto, já admite que há indícios de que Marcinho não estava trafegando a 60 km/h no momento do acidente. Um dos advogados do casal afirma que a velocidade do carro no momento do atropelamento era maior.

Quatro testemunhas que estiveram com Marcinho momentos antes do acidente foram ouvidas pela polícia. Segundo elas, o jogador estava em uma confraternização e não consumiu bebida alcoólica.

Na última segunda-feira (4), o advogado Gabriel Habib, que acompanhou Marcinho na delegacia, disse que o jogador tentou desviar do casal e disse que o acidente era inevitável, já que, segundo ele, o casal não estava na faixa de pedestres.

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