Caso Robinho: Jornalistas da Globo têm números vazados e sofrem ameaças

Profissionais foram alvos de ataque de torcedores do Santos

Enviado Direto da Redação
Ana Thaís Matos foi uma dentre os jornalistas que tiveram o número vazado

Ana Thaís Matos foi uma dentre os jornalistas que tiveram o número vazado

Foto: Reprodução/Instagram

O caso Robinho segue repercutindo nos noticiários. Segundo reportagem do portal UOL, ao menos três jornalistas do núcleo de esportes do Grupo Globo tiveram seus números pessoais vazados e foram alvos de ameaças de torcedores do Santos em grupos de WhatsApp. Entre os ameaçados estão Rodrigo Capelo e Carlos Cereto, jornalistas do SporTV, e Ana Thaís Matos, comentarista de futebol da emissora. Além deles, Marília Ruiz, blogueira do UOL e comentarista da Band, também teria recebido ameaças.


De acordo com o UOL, o caso de Ana Thaís é o mais grave. O número pessoal da jornalista foi divulgado em diversos grupos que apoiavam a chegada de Robinho ao Santos. A comentarista foi forçada a desativar sua conta no WhatsApp por segurança, depois de receber ligações e mensagens com ataques explícitos contra sua integridade física. Ela pediu para amigos e familiares contatarem ela por outras redes sociais.


Rodrigo Capelo se manifestou no Twitter e disse que bloqueou mais de 600 números que tentaram ofendê-lo pessoalmente, após o jornalista ter questionado os patrocinadores do Santos sobre o caso.


"Desde a noite de ontem, bloqueei 600 números de celular e apaguei cerca de 3.000 mensagens com xingamentos e ameaças. Também aconteceu com @mariliaruiz, @anathaismatos e @carloscereto por causa do caso Robinho. Às milícias digitais, meu lamento. Continuaremos a fazer jornalismo", publicou Capelo.


Carlos Cereto foi outra vítima de ataques dos torcedores por ter se manifestado contra a contratação de Robinho e também desativou sua conta no WhatsApp. Cereto tomará medidas legais contra os trolls e promete rastrear os autores das ofensas.


A Globo recebeu os casos e considera um ataque grave aos seus profissionais. A emissora está dando suporte jurídico aos envolvidos, além de segurança pessoal e promete fazer de tudo para encontrar os culpados pela hostilidade. As ameaças já foram reportadas à polícia especializada em crimes virtuais para investigação.


Além dos jornalistas da Globo, Marília Ruíz também passou pelo problema. Em seu blog no UOL Esporte, ela afirmou ter sido vítima de mais de 60 ameaças de morte por telefone. Marília registrou boletim de ocorrência DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). "O medo não pode nos paralisar. Denuncie", disse Marília.

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