Goleiro Bruno terá que usar tornozeleira eletrônica durante os jogos

Defesa do atleta tenta recorrer mas Justiça do Acre está irredutível

Escrito por Redação 08/09/2020 18:13, atualizado em 08/09/2020 18:57
Justiça do Acre determina uso de tornozeleira eletrônica durante jogos e treinamentos do goleiro Bruno
Justiça do Acre determina uso de tornozeleira eletrônica durante jogos e treinamentos do goleiro Bruno . Foto: Divulgação

A Justiça do Acre determinou o uso de tornozeleira eletrônica para o goleiro Bruno Fernandes, 35 anos, que cumpre regime semiaberto. A decisão, definida pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Hugo Torquato, prevê que o uso do aparelho deverá ser de forma ininterrupta, inclusive durante os treinos e jogos do clube que Bruno está defendendo, o Rio Branco do Acre.

De acordo com o empresário do goleiro, Bruno Kling, o atleta foi notificado da determinação no dia 4 de setembro e já foi até o Instituto de Administração Penitenciária do Acre para pegar a tornozeleira. Segundo o empresário, seu cliente está fazendo o uso do equipamento em alguns treinos mas nos jogos ele retira.

A defesa de Bruno já informou que vai recorrer da decisão. Já a Justiça do Acre alega que todos os reeducandos em regime semiaberto no estado usam o aparelho de monitoramento. “Não poderia ser diferente dele, porque ele não é melhor que ninguém, não é porque ele é famoso que não vai colocar”, explicou o promotor de justiça Tales Tranin, da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio, ao site do G1.

Tentando se reerguer

Bruno, que hoje cumpre regime semiaberto após ser condenado pela morte de Eliza Samúdio, está tentando se firmar em um clube e continuar com a carreira de goleiro. Aos 35 anos, ele já foi rejeitado por diversos times no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Sua chegada no atual clube também não agradou a todos. O único patrocinador do time, a rede de supermercados Arasuper, rompeu o contrato e deixou bem claro que a suspensão do contrato foi motivada pela chegada do goleiro.

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