Um 'drible' no preconceito: atacante de projeto social de SG é exemplo de empoderamento
Mariana, atacante do Karanba , tem a mãe como principal referência

O futebol ainda é um ambiente desafiador para a grande maioria das mulheres apaixonadas pelo esporte, mas o sonho de ver esse "jogo virar" faz com que elas encarem os gramados com ainda mais seriedade. Para superar preconceitos e quebrar tabus, escolinhas, clubes e institutos sociais têm investido no futebol feminino. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, Mariana Ribeiro, atacante do Karanba, comenta.
"O futebol feminino merece ser visto e valorizado, afinal, não há espaço para nenhum tipo de discriminação. Nós mulheres nos dedicamos muito! Lá em casa é assim: minha mãe sempre foi responsável pelo meu sustento. Trago esse exemplo para dentro de campo, nós somos muito fortes".
O Karanba, instituto social no bairro gonçalense de Vista Alegre, é um dos incentivadores da igualdade entre gêneros e do combate ao preconceito. Através do futebol e de oportunidades educacionais, o projeto levanta a bandeira da participação feminina em todas as suas iniciativas.
"No Karanba, temos desde criancinhas até jogadoras mais experientes. Ainda bem que as coisas estão evoluindo neste sentido e os preconceitos vão sendo superados", comenta a atacante.
Psicólogo do instituto, Custodio Martins faz coro à Mariana e destaca a importância do esporte no desenvolvimento das mulheres.
"Ter essas meninas aqui, ainda que num ambiente majoritariamente masculino, promove uma sensação de pertencimento muito importante. Quando a gente desperta esse sentimento, consegue fazer com que elas se desenvolvam e quebrem barreiras. Assim, se fortalecem neste e em outros espaços que ocupam".