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Viúvas da Chape protestam em Londres por falta de indenização

Elas acreditam que devem receber US$ 4 milhões

relogio min de leitura | Redação 30 de setembro de 2019 - 15:02
Famílias ainda não receberam indenização de acidente que ocorreu em 2016
Famílias ainda não receberam indenização de acidente que ocorreu em 2016 -

Quatro viúvas de jogadores que morreram na tragédia do avião da Chapecoense e o zagueiro Neto, protestaram nesta segunda-feira (30), em frente às sedes da corretora de seguros Aon e da seguradora Tokio Marine Kiln, em Londres. Isso porque elas ainda estão sem indenização pela queda do avião, que ocorreu em 2016 e matou 71 pessoas. 



Quase três anos depois, as viúvas juntaram documentos que mostravam os culpados da tragédia. Com isso, elas encontraram vários fatores que geraram a queda da aeronave e tentam ser indenizados na justiça.



A família das vítimas contesta que a aeronave valia US$ 300 milhões (R$ 1,24 bilhão) em 2015, e caiu seu preço em 2016, mesmo com o risco maior por transportar atletas de clube, já as empresas de seguro afirmam que o seguro era de US$ 25 milhões (cerca de R$ 104 milhões), na época do acidente. Os advogados da família ainda dizem que a seguradora tinha consciência dos riscos de seguro e que sabia que a aeronave ia voar por cima de zonas complicadas, como a Colômbia. A empresa de seguro diz que a apólice não estava paga, assim eles não precisam pagar a indenização às viúvas, mas os advogados delas dizem que não houve uma comunicação sobre o não pagamento da apólice às autoridades locais na época, o que impediria o voo.



Vale lembrar que as empresas Tokio Marine Kiln, seguradora nascida no Japão, e a boliviana Bisa ofereceram cerca de R$ 935 mil para cada uma das famílias das vítimas, essa ajuda vem de um fundo humanitário que ofereceu um repasse de dinheiro às famílias. Mas, para isso, as famílias teriam que desistir de ações na Justiça. 23 famílias toparam o acordo, mas 48 não. 



As pessoas que estavam na manifestação dizem que a Aon, Tokio Marine Kiln e Bisa deve pagar entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões (de R$ 16 milhões a R$ 20,8 milhões) para cada família.



Na manifestação estavam as viúvas de Gil, Filipe Machado, Thiego e Bruno Rangel, o presidente da Abravic (Associação Brasileira da Vítimas do Acidente com a Chapecoense) e três advogados. Eles levaram faixas e camisas que representavam o incidente. 



As viúvas ainda falaram um pouco sobre a situação: "Acreditamos que houve muitos erros na contratação dos seguros. Ainda não fomos indenizados, ofereceram uma ajuda humanitária”, disse Aline Machado, viúva de Filipe Machado. A viúva de Gil, Val Paiva, também se pronunciou: “Essa ajuda simplesmente exclui cinco ou mais empresas responsáveis nessa sucessão de erros para que o acidente viesse a acontecer. E essa ajuda faz a gente abrir mão dos nossos direitos. É uma falsa ajuda, muito abaixo do valor da apólice. Estamos em busca da verdade e reparações.”



As viúvas querem poder lutar e mostrar para o mundo as injustiças que sofreram, além da falta de indenização. Um advogado da AON tentou falar com o grupo, mas não apresentou nenhuma solução. 

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