Fluminense busca acordo para evitar penhoras em suas receitas

Clube é um dos maiores devedores do país

Enviado Direto da Redação
O time busca acordos pontuais com ex-funcionários e ex-jogadores

O time busca acordos pontuais com ex-funcionários e ex-jogadores

Foto: Reprodução


O Fluminense vem buscando meios de melhorar a situação econômica do clube. O presidente Mário Bittencourt afirmou, durante a campanha eleitoral, que, caso fosse eleito, tinha como intenção renegociar o Ato Trabalhista. Comandando o clube desde 10 de junho, ele ainda não colocou a ideia em prática.

A postura no momento é buscar acordos pontuais com ex-funcionários e ex-jogadores que entraram na Justiça para, desta forma, levantar ou evitar a penhora de receitas.

“Monitoramos os processos com possibilidade de penhora. Alguns que já existiam e outros que podem virar execução. O levantamento foi feito. O que estamos fazendo agora é pegar processo a processo e conversar com credor a credor para tentar apresentar uma proposta de fluxo de pagamento com alguma carência. A gente não tem condição financeira de iniciar pagamento agora. É uma 'escolha de Sofia': ou se paga o salário das pessoas que trabalham aqui ou se paga a dívida”,  disse o presidente em entrevista coletiva no começo do mês.

Foi em 28 de novembro de 2011 que o Fluminense firmou com o TRT o Plano Especial de Execução, popularmente conhecido como Ato Trabalhista. Ao pegar processos trabalhistas até aquela temporada, o clube se comprometeu a quitar em nove anos o valor total de R$ 121,2 milhões.

O problema é que, por não pagar em dia, novos processos foram gerados. E são eles que, após serem julgados, geram os bloqueios financeiros. Por exemplo, as demissões por Whatsapp de atletas como Diego Cavalieri, Henrique e Marquinho, ao final de 2017, ainda na gestão Pedro Abad.

Na campanha, Mário Bittencourt falou da hipótese em alongar o Ato, ou seja, incluir nele processos com data posterior a 2011. É o que deve ser colocado em prática no futuro. Atualmente, o acordo com o TRT consome R$ 1,2 milhão por mês do Fluminense. Ao final da sua gestão, o ex-presidente Abad fez um acordo que parte do dinheiro dos direitos televisivos seria destinado a este fim. O Fluminense não se pronunciou sobre o fato.

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