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Técnico gonçalense troca a bola pela prancheta e sonha em treinar grandes clubes

Samuel comanda o sub-15 do Olaria

relogio min de leitura | Redação 27 de março de 2019 - 10:55
Samuel tem o português José Mourinho e o alemão Jurgen Klopp como referências na nova profissão
Samuel tem o português José Mourinho e o alemão Jurgen Klopp como referências na nova profissão -

O jovem gonçalense Samuel Bahia, de 21 anos, acorda todos dias às 5h30 para realizar o sonho de criança: ser técnico de futebol. Apesar de ter jogado como zagueiro até os 18 anos, a vontade dele sempre foi diferente da maioria dos brasileiros que amam futebol. Samuel sempre quis estar fora das quatro linhas, não dentro delas. Hoje, dirige o sub-15 do Olaria, onde espera se projetar no cenário estadual.

O sonho começou cedo, quando criança, época em que passava horas na frente do computador, se divertindo com jogos famosos que simulam a carreira de treinador, como Football Manager e Brasfoot. Por um momento, esta vontade ficou em segundo plano, já que Samuel se dedicava à carreira de jogador. Mas, enquanto jogava pelo Casaense, em Coimbra, Portugal, a “chave” virou.

“Comecei minha base no Duque de Caxias, fui para o América (RJ), joguei no Paraná e depois recebi a oportunidade de jogar em Portugal, na época aos 17 anos. Sempre tive a vontade de ser treinador e foi no Casaense que enxergaram esse potencial em mim. Lá, eu conciliava minhas atividades de jogador com o estágio de técnico de futebol”, explica Samuel Bahia.

Morador do Barro Vermelho e filho de professores da rede pública de ensino, o jovem técnico conta que, após uma lesão no tornozelo quando ainda jogava pelo Casaense, decidiu voltar para São Gonçalo, abandonar a carreira de jogador e focar no que realmente sempre quis ser: técnico. Foi quando recebeu a oportunidade de realizar estágio de campo no Botafogo e, ao mesmo tempo, treinava a base do Gonçalense Futebol Clube (sub-13 e 14), onde conquistou três títulos.

No Olaria, os treinos são pela manhã. Por isso, Samuel utiliza o turno da noite para dar sequência ao curso de Educação Física.

“Geralmente os jogos são sábado de manhã ou quarta à noite. Por isso, às vezes perco uma aula ou outra. Mas, assim como não é fácil para mim, tantas outras pessoa, então não posso desanimar”, finalizou.

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