Investigação descobre fogo em ar-condicionado no Ninho dois dias antes de tragédia
Acontecimento, no entanto, não teria relação com morte de 10 jovens

Um aparelho de ar-condicionado do alojamento das categorias de base do Flamengo, no CT Ninho do Urubu, pegou fogo no dia 6 de fevereiro, dois dias antes do incêndio que vitimou dez jovens atletas do clube. A informação foi obtida pela investigação após colher depoimentos de testemunhas.
Um monitor do Flamengo, identificado como Adalberto Lourenço, informou à polícia que operários que trabalhavam no CT alertaram para o fogo no equipamento. Em seguida, Adalberto desligou a chave-geral para que pudesse ser identificado qual aparelho estava com problemas.
De acordo com Edson Colman, proprietário da Colman Refrigeração, que é responsável pela manutenção dos equipamentos e funciona na sede do Flamengo, na Gávea, no fim de janeiro foi feita uma manutenção de rotina em todos os aparelhos de ar-condicionado. O que pegou fogo no dia 6 foi reparado e, em seguida, recolocado em funcionamento. Todas as declarações foram dadas em depoimento à Polícia Civil.
Cabe ressaltar que, este aparelho ficava no quarto 3, não tendo, portanto, relação com o incêndio do dia 8, cujo foco começou no quarto 6 do módulo de habitação, sendo agravado por um curto circuito no quarto de número 4. Cujos cinco garotos que dormiam neste último, não sobreviveram.