Gonçalense além de ser marinheira, é lateral-esquerda do Flamengo

'Sorriso' vem tentando se firmar no meio do futebol

Enviado Direto da Redação
Antes de se tornar uma marinheira rubro-negra, Debora, teve passagens em projetos gonçalenses

Antes de se tornar uma marinheira rubro-negra, Debora, teve passagens em projetos gonçalenses

Foto: Divulgação

Por Rennan Rebello

Enquanto o Brasil espera a sua Seleção feminina estrear na Copa do Mundo na França, amanhã, contra a Jamaica, na cidade de Grenoble, às 11h30 (horário de Brasília), em São Gonçalo, uma de suas moradoras ilustres, vem buscando se firmar no meio do futebol. Trata-se da lateral-esquerda Debora Oliveira, de 24 anos, que também é conhecida como ‘Sorriso’, e integra o time do Flamengo em parceria com a Marinha desde 2015.

Mas antes de vestir a camisa rubro-negra e assumir o posto de 3º Sargento na força armada naval brasileira, ela iniciou sua formação de atleta em iniciativas socioesportivas da cidade, como o Projeto Loirinho, do Complexo da Coruja, e do noruguês Karanba, que tem sede no bairro de Vista Alegre.

“Comecei jogando apenas futsal pela escola Padre Emanuel em 2009, mas lá não tinha campo. As meninas já jogavam em outras equipes por São Gonçalo, então me levaram para o Projeto Loirinho. Em seguida, passei pelo time de futsal do Fluminense. Enquanto estava em uma partida em São Paulo em 2011, quando tinha 16 anos, o técnico de Joinville (SC) fez a proposta para jogar lá. Fiquei até o ano seguinte, voltei ao Rio de Janeiro, para jogar no Karanba. Foi apenas por uma temporada, mas foi incrível, pois tive a chance de atuar pela primeira vez fora do país. Foi excepcional para a minha carreira, já que nos consagramos campeãs da Norwe Cup na Noruega e da Dana Cup na Dinamarca”, disse Debora, que também revelou como se tornou uma marinheira flamenguista.

“Em 2015, fui para Brasília jogar no Cresspom e fiquei lá até o ano de 2017. No ano seguinte, resolvi tentar entrar no Flamengo/Marinha pelo edital que foi disponibilizado. Não consegui de primeira, mas na segunda oportunidade, realizada em fevereiro, acabei entrando e estou super feliz. Vou fazer um ano jogando pelo meu time do coração e defendendo duas grandes instituições”, relembra.

A jogadora gonçalense além de querer se firmar em sua equipe, também quer fazer história longe de sua pátria mãe visando sua independência financeira no futuro.

“Quero crescer como atleta aqui no Flamengo/Marinha para evoluir e buscar um time no exterior. O mercado feminino lá fora é bem melhor do que o nacional, o que é uma pena. Tenho vontade de jogar na China. Acompanho o esporte lá e sei que é ótimo mercado”, finalizou.

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