No clima do Mundial na Rússia, livro fala de questão racial na Copa de 58
A presença dos jogadores negros é destacada

Por Rennan Rebello
Em época de Copa do Mundo, muitos produtos são lançados no mercado literário. E aproveitando este ‘gancho’ do torneio mais importante do futebol, que será disputado em junho, na Rússia, o autor Fábio Mendes escreveu o livro ‘Campeões da Raça - Os heróis negros da Copa de 1958’, onde contextualiza a presença e o protagonismo dos jogadores negros no primeiro título Mundial da Seleção Brasileira, há 60 anos, na Suécia.
“O principal impacto da conquista de 58, sob o aspecto racial, é que a velha tese de que jogadores negros tremiam em jogos decisivos ruiu de vez. O transcorrer do torneio mostrou isso. Jogadores como Pelé, que tinha apenas 17 anos, Didi e Djalma Santos seguraram a ‘bronca’ nos momentos mais difíceis e se destacaram. Por outro lado, jogadores brancos tiveram descontrole emocional, o que mostrava que aquela tese era totalmente absurda”, explicou o escritor, que também ressalta a contradição da comissão técnica da época em ‘barrar’ a maioria dos negros que eram considerados titulares.
“O número de atletas negros convocados seguia a média de mundiais anteriores. O que chamou a atenção foi que alguns atletas negros, que eram titulares absolutos, foram para a reserva. E o time, que era bem mesclado racialmente, estreou naquela Copa quase que inteiramente branco”, finalizou Fábio.
Para quem quiser adquirir um exemplar, pode comprar através do site: www.copade58.com.br.