De revelação à promessa de medalha para o Brasil

Apresentado ao mundo do esporte como uma promessa olímpica, Marcus Vinicius D’Almeida chega à Rio 2016 com nome de gente grande. Contrastando com a pouca idade, já que tem apenas 18 anos, o atleta é a esperança de uma medalha inédita para o Brasil no tiro com arco.
Mas apesar da afinidade com o manejo da pesada estrutura do arco olímpico, chamado de “recurvo”, o esporte inspirado na história de Robin Hood não foi a primeira paixão do jovem. Ele atuou na natação, jiu-jitsu, vela e remo até se encontrar na arena de tiro da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO), em Maricá, onde já morava.
Na época, Marcus Vinicius foi aluno do primeiro projeto social da modalidade no Brasil, realizado pela CBTARCO em parceria do Ministério do Esporte e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Em setembro de 2014, quando ainda galgava rumo ao reconhecimento mundial, Marcus concedeu uma entrevista a O SÃO GONÇALO.
A relação do adolescente com o arco já dura mais de seis anos. O primeiro convite para representar o Brasil no exterior veio dois anos após iniciar sua carreira. Mas para isso, na época, o atleta teve de abdicar sua casa para se empenhar e vestir o uniforme verde-amarelo em Campinas, São Paulo.
Apesar de conseguir resultados positivos em solos nacionais, foi pelo mundo que Marcus entrou para a história. O pontapé inicial para o reconhecimento global foi o Mundial de Base da China, no ano passado. Em território asiático, o atleta conseguiu ficar na 9ª colocação, e foi a partir da soma dos resultados, que ganhou uma vaga nos Jogos Olímpicos da Juventude de Nanquim 2014.
No dia 26 de agosto daquele ano, Marcus Vinicius chegou onde nenhum outro brasileiro havia chegado e conquistou o pódio histórico da modalidade, na Olimpíada Juvenil, levando a medalha de prata.