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Um grupo só de ‘craques’ ‘Ferro Velho é que faz pelada boa’

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de março de 2016 - 00:00
Imagem ilustrativa da imagem Um grupo só de ‘craques’ ‘Ferro Velho é que faz pelada boa’
Depois de anos disputando campeonatos locais e ‘times contra’, eles resolveram que era hora de ‘pendurar as chuteiras do futebol profissional’ e fundaram o ‘Grupo Ferro Velho’. E lá se vão 15 anos que a turma de amigos se reúne todos os domingos pela manhã para disputar a tradicional ‘pelada’ no Campo do Bandeirantes, em São Gonçalo.
“A gente disputava muito time contra, mas a idade foi chegando e tivemos que diminuir o ritmo. Mas como não dá para abandonar de vez o futebol, resolvemos fundar o grupo. Na verdade, naquela época tinha muito perna-de-pau e a agora temos um grupo de 48 ‘craques’”, conta o atual presidente do Ferro-Velho, o meia-esquerda Américo, 53 anos. 
Um exemplo de união entre os peladeiros é a disposição do atacante Lélio, 57, um dos fundadores do grupo, que mesmo morando atualmente em Saquarema, na Região dos Lagos, vem todo domingo para São Gonçalo para participar da pelada. “Ele é muito fominha. Tem que ter muita disposição, mas isso é importante para demonstrar a união do grupo e servir de exemplo para os mais novos”, afirma Bruno Ferraz, 35, ‘contratado’ há quatro anos como atacante do Ferro Velho.
Além dos ‘craques’, outra atração dentro de campo é o ‘homem do apito’, Délcio Brum, 47, que atuou como profissional, bandeirando ‘peladas’ famosas como Flamengo x Grêmio, pela Copa Brasil de 2005, um Fla x Flu, pelo Campeonato Carioca de 2002, além de inúmeras partidas, como integrante do quadro de árbitros da Federação Estadual de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Esses caras aqui são mais enjoados que o pessoal do Flamengo e Fluminense. Reclamam de tudo, mas se tiver que botar pra fora, eu boto. Tem que respeitar a minha autoridade”, que não perdoa nem o irmão gêmeo Brum, lateral-direito do Ferro Velho.
Mas o desempenho dos ‘craques’ do Ferro Velho no gramado depende muito de um senhor de 91 anos, Mário Vasconcelos, que administra o campo e tem a chave do estádio desde a sua fundação em 1967, pelo prefeito Joaqui Lavoura. “É ele quem abre e fecha a porta para a gente, mantendo tudo certo para que possamos jogar com tranquilidade”, garante o presidente Américo.

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