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Técnico do Botafogo reclama da presença de policiais em partida contra Flamengo

Treinador afirmou ter sido empurrado por um dos oficiais; "eu sou um assassino?"

relogio min de leitura | Redação 26 de fevereiro de 2023 - 15:28
Segundo Luís Castro, forte presença policial acaba deixando imagem ruim do futebol brasileiro no exterior
Segundo Luís Castro, forte presença policial acaba deixando imagem ruim do futebol brasileiro no exterior -

O treinador do Botafogo, Luís Castro, não saiu muito satisfeito da partida contra o Flamengo, na noite do último sábado (25/02). Além da derrota por 1 a 0 para os rubro-negros, o técnico português também ficou chateado com as confusões que marcaram o fim da partida e com a forte presença de policiais no gramado do Mané Garrincha.

Em entrevista coletiva após o jogo, Castro contou que foi empurrado por um dos policiais durante o jogo e aproveitou para dar sua opinião a respeito da presença de oficiais em campo, o que, segundo ele, contribui para a formação de uma imagem negativa do futebol nacional no exterior.

"Assistimos jogos em todos os continentes: há polícia em campo? Me respondam. O Flamengo e Botafogo estava sendo visto na Europa, e que imagem estamos vendendo? Polícia de Choque em campo? Eu não cheguei para mudar nada, só para fazer meu trabalho. Mas como um técnico é empurrado pelos bastões da polícia para não falar com o árbitro? Eu sou assassino? Vou roubar o árbitro? Vou agredir? ", declarou.

Castro disse, ainda, que não quer dizer, com isso, que as infrações cometidas durante o jogo não devem ser punidas. "Mesmo que eu vá insultar, há a justiça esportiva para isso. Não é espaço para a polícia! É uma vergonha o que aconteceu hoje. A CBF não deveria permitir polícia em campo. Passa a imagem de que somos selvagens, e não somos. Todos os jogadores meus que chamarem o árbitro de filho da... devem ser expulsos, e os do Flamengo também. Eu assumo a culpa da derrota, sou o líder. Mas todos os agentes do jogo precisam assumir a responsabilidade", concluiu o português.

Agentes do Batalhão de Choque estiveram nos gramados em duas ocasiões na partida. A primeira ocorreu pouco depois que um torcedor invadiu o campo. Já a segunda vez aconteceu ao fim da partida, quando o árbitro deu o apito final. Os militares teria entrado em campo para preservar a segurança do juiz, que foi questionado por conta de alguns lances na segunda metade de jogo; entre eles, a anulação do gol de empate do Botafogo.

O tumultuado clássico carioca, que teve três atletas da equipe alvinegra expulsos, terminou em 1 a 0 para o Flamengo, que marcou o gol aos 25 segundos do primeiro tempo. O gol "relâmpago" foi assinado pelo novato Matheus Gonçalves, de 17 anos, "cria" das categorias de base que fez seu segundo jogo com a equipe profissional do Rubro-negro.

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