Confronto entre Náutico e Vasco pela 31ª rodada da Série B pode ser adiado, ameaça FPF
De acordo com o presidente da entidade, partida só deve ocorrer mediante a presença da PM dentro de campo

A CBF ameaçou deslocar as partidas que seriam realizadas em Pernambuco para outras unidades federativas, caso o Governo do Estado não garanta a presença de policiais militares dentro dos estádios, em nota oficial promulgada nesta quinta-feira (21). De acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, o decreto é válido para o jogo entre Náutico e Vasco, no Estádio dos Aflitos, no próximo domingo, pela 31ª rodada da Série B. As informações são do ‘ge’.
A decisão foi tomada após a invasão de campo generalizada promovida pela torcida do Santa Cruz na derrota contra o Floresta pela fase eliminatória da Copa do Nordeste, na Arena de Pernambuco, na última terça-feira (19).
Carvalho informou que entrará com um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, para garantir a presença de policiais militares nos gramados, nesta sexta-feira (22). De acordo com o dirigente, , caso o pedido não seja atendido, o confronto entre Náutico e Vasco deverá ser adiado, uma vez que a presença da PM nas arquibancadas e arredores do estádio se mostrou insuficiente para a manutenção da ordem no recinto durante os últimos jogos.
“A Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) continua com a mesma postura e diz que não vai colocar policiais dentro do quadrilátero de campo e eu já expliquei que esse é o ponto central e crítico da exigência da CBF. Pernambuco é o único estado do Brasil onde a polícia fica na sala de monitoramento e na arquibancada. Veja qual foi o tempo que a polícia levou para entrar dentro de campo no jogo passado (entre Santa Cruz e Floresta). Não podemos fazer jogo se não tiver 30, 40 homens da polícia dentro de campo. Sem isso não vai ter jogo domingo.”, explicou o dirigente ao ‘ge’.
O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire de Barros, garantiu a presença de policiais militares nos estádios em ofício emitido à CBF, nesta quinta-feira (21). Contudo, ressaltou que a segurança dos eventos deportivos é de responsabilidade “da entidade desportiva detentora do mando do jogo e de seus dirigentes” e que a primeira ação em caso de invasão de campo é de encargo da segurança privada, só devendo a segurança pública intervir caso a primeira falhe em garantir a manutenção da ordem no recinto.
128 agentes de segurança pública foram designados para o jogo entre Santa Cruz e Floresta, 80 dos quais atuavam na área externa e 48 na área interna da Arena de Pernambuco, de acordo com o SDS-PE