Reforço do Fla, Andreas Pereira está na mira da Anvisa por não ter cumprido quarentena no Brasil

O atleta tem risco de tomar multa e ser processado

Escrito por Redação 12/09/2021 11:16, atualizado em 12/09/2021 13:57
Andreas Pereira chegou no Flamengo em 20 de agosto
Andreas Pereira chegou no Flamengo em 20 de agosto . Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou, em nota oficial, neste sábado (11), sobre a situação de Willian, novo reforço do Corinthians, e citou Andreas Pereira, do Flamengo. A agência diz que os jogadores não fizeram a quarentena quando chegaram ao Brasil, tendo em vista que vieram da Inglaterra. Ambos correm risco de tomar punições.

Andreas chegou ao Rio de Janeiro no dia 20 de agosto e por obrigação, deveria ter feito o isolamento de 14 dias. No entanto, o atleta esteve nos treinamentos do Flamengo e viajou com o elenco para o duelo contra o Grêmio, em Porto Alegre, e depois estreou contra o Santos, na Vila Belmiro, o que contabilizou apenas oito dias em terras brasileiras.

Por outro lado, para o confronto com o Palmeiras deste domingo (12), Andreas Pereira está liberado para atuar, tendo em vista que já chegou no país há 23 dias.

De acordo com a Anvisa, o meia do Rubro-Negro carioca pode ter um processo civil e penal, e também um administrativo, com valor R$ 2 mil, no mínimo, a ser pago.

Confira a nota da Anvisa:

"O jogador Willian Borges da Silva, do time do Corinthians, que ingressou no Brasil com passagem pelo Reino Unido nos últimos 14 dias antes de sua chegada, está em período de quarentena, de acordo com o previsto pela Portaria Interministerial nº 655/2021.

Há informações de que o atleta jogará amanhã, domingo (12/09), em Goiânia, no estádio Antônio Accioly, contra o Atlético Goianiense, descumprindo as regras sanitárias brasileiras.

Diante da informação constante na Declaração de Saúde do Viajante (DSV) do referido jogador sobre sua passagem pelo Reino Unido, a Anvisa emitiu, no aeroporto de Guarulhos, o Termo de Controle Sanitário do Viajante – TCSV no dia 01/09, informando sobre a obrigatoriedade de quarentena por 14 dias. O viajante tomou ciência e assinou o TCSV, comprometendo-se a cumprir as regras sanitárias vigentes no país.

Seguindo o procedimento já estabelecido para casos de viajantes brasileiros oriundos de áreas sob restrição temporária, a coordenação da Anvisa em Guarulhos enviou na mesma data ao plantão da Vigilância Epidemiológica de São Paulo e à Rede Notifica do Ministério da Saúde a informação sobre o jogador, para seu monitoramento e vigilância ativa.

Em 06/09 e em 08/09, a Anvisa reiterou a informação, solicitando retorno sobre as providências adotadas. A Agência também comunicou ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde Nacional e local, para acompanharem o viajante.

No entanto, considerando que notícias não oficiais recentes chegaram à Anvisa dando conta de que o jogador vem circulando em treinamentos e que participará de jogo neste domingo em outro estado da Federação, a Anvisa notificou de imediato o CIEVS para que adote as ações necessárias junto à Vigilância Sanitária do Estado ou Município para o cumprimento das medidas sanitárias, com vistas a evitar que o jogador descumpra o período de quarentena.

Neste sábado (11/09), a Anvisa emitiu oficio à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao Sport Club Corinthians Paulista, advertindo que o jogador assinou o TCSV junto à Anvisa e está impedido de participar de atividades como treinos e partidas de futebol, devendo cumprir o autoisolamento, sob pena de responsabilização civil, administrativa e penal.

A Vigilância Sanitária do Município de Goiânia também foi acionada e já localizou o hotel onde está o time do Corinthians para que possa atuar.

Por fim, cabe esclarecer que, no caso do jogo do Brasil, a Anvisa acionou a Polícia Federal porque houve descumprimento de regra migratória praticada por estrangeiro ao ingressar no Brasil. No caso do jogador William, trata-se de brasileiro que ingressou no Brasil regularmente e que deveria cumprir medida sanitária no local de destino, de acordo com a Portaria nº 655/21.

A Anvisa considera a situação como sendo de risco sanitário grave e espera a atuação pelas autoridades de saúde locais, a fim de que adotem as medidas de fiscalização necessárias, determinando a imediata quarentena do jogador. Destaca-se que, por se tratar de cidadão brasileiro, a atuação para a observância e acompanhamento do isolamento deve ser realizada pela autoridade local de saúde (secretaria estadual ou municipal), inclusive para o acionamento de autoridades policiais, caso necessário."

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