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Brusque ataca jogador que denunciou racismo e o acusa de "oportunismo"

Jogador diz que membro da diretoria do Brusque o chamou de 'macaco'

relogio min de leitura | Redação 29 de agosto de 2021 - 21:20
Jogador diz que membro da diretoria do Brusque o chamou de 'macaco'
Jogador diz que membro da diretoria do Brusque o chamou de 'macaco' -

O Brusque Futebol Clube divulgou uma nota oficial neste domingo (29) comentando as acusações de racismo do jogador Celso Honorato Júnior, do Londrina E.C contra os dirigentes do Brusque. Na nota, a diretoria acusa o atleta de "oportunismo" e diz que ele é "conhecido por se envolver neste tipo de episódio". 

No recente jogo disputado entre os dois clubes, na noite do último sábado (28), Celsinho denunciou que teria sido vítima de injúria racial proferida pelo pelo presidente do Conselho Deliberativo do Brusque, Júlio Petermann, que estava nas arquibancadas durante a partida.

Segundo o atleta, o dirigente do Brusque o teria chamado de "macaco" e dito “vai cortar esse cabelo, seu ‘cachopa’ de abelha”. Celso relatou que está motivado a tomar medidas jurídicas em relação ao fato.

Esta é a terceira vez que o jogador é vítima de injúria racial na Série B do Campeonato Brasileiro. 

No dia 17 de julho, em um jogo contra o Goiás, um narrador e um comentarista da Rádio Bandeirantes Goiânia usaram termos como “cabelo pesado”, “bandeira de feijão” e “um negócio imundo” para se referir ao cabelo do atleta.

Confira abaixo a nota do Brusque em que acusa o meia de oportunismo:

O atleta Celso Honorato Júnior, reserva do Londrina E.C., relatou à imprensa que teria sido chamado de "macaco" por membros da Diretoria do Brusque F.C., durante o jogo realizado ontem (28/08).

O Brusque F.C., sua torcida, diretoria, comissão técnica e patrocinadores sempre foram, ao longo da sua história, absolutamente respeitosos com relação a todos os princípios que regem as relações desportivas e humanas. Jamais permitiríamos qualquer atitude de conotação racista em nosso Clube, que condena veementemente qualquer pensamento ou prática nesse sentido.

O atleta, por sua vez, é conhecido por se envolver neste tipo de episódio. Esta é pelo menos a 3a vez, somente este ano, que alega ter sido alvo de racismo, caracterizando verdadeira "perseguição" ao mesmo. Importante esclarecer que, ao árbitro, o atleta não relatou ter sido chamado de "macaco", mas sim que teriam dito "vai cortar esse cabelo de cachopa de abelha", o que constou da súmula e revela a total contradição nos seus relatos.

O Brusque F.C. reitera que nenhum de seus diretores praticou qualquer ato de racismo e tomará todas as medidas cabíveis para a responsabilização do atleta pela falsa imputação de um crime. Racismo é algo grave e não pode ser tratado como um artificio esportivo, nem, tampouco, com oportunismo.

A Diretoria.

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