Justiça nega pedido do Vasco e mantém execução de dívida de R$93,5 milhões
Fontes de receita do clube continuam bloqueadas

O pedido do Vasco para suspender a execução de R$ 93,5 milhões em dívidas trabalhistas foi indeferido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). A decisão foi assinada por Theocrito Borges dos Santos Filho, desembargador vice-corregedor regional. As informações são do "GE".
Com o pedido sendo indeferido, a dívida ainda vale e o Vasco continua com fontes de receita bloqueadas. Entre os valores retidos, estão as quantias pegas pelos direitos de transmissão pela Globo e Record, premiações em torneios da CBF, 30% da receita sobre o programa de sócio-torcedor, Mercado Bitcoin, Kappa, Konami, VascoTV, Banco BMG, Tim, Havan e Ambev.
Após a publicação da decisão judicial que determinava a execução da dívida, o Vasco emitiu uma nota chegando a dizer que a medida poderia acarretar no encerramento das atividades do clube.
"A surpreendente decisão do juiz gestor da CAEX, Dr. Fernando Reis de Abreu, inviabiliza completamente o funcionamento do Vasco e o cumprimento de suas obrigações mais básicas, além de impor a liquidação de ativos operacionais do clube. Na prática, a decisão, de forma absolutamente açodada, pretende decretar o encerramento das atividades de um clube que tem a 5ª maior torcida do país e que dispõe de todas as condições necessárias para reverter o atual estado de crise econômico-financeira, como vem demonstrando no presente exercício social".