Rebeca Andrade fica em 5º na final do solo e encerra participação na Olimpíada de Tóquio 2020

A ginasta volta pra casa com duas medalhas até então inéditas para o Comitê Olímpico Brasileiro

Escrito por Redação 02/08/2021 09:17, atualizado em 02/08/2021 10:10
Rebeca Andrade
Rebeca Andrade . Foto: Divulgação /Agência Brasil

Rebeca Andrade participou da final do solo na manhã desta segunda-feira (2) e ficou em 5º na sua última disputa por medalhas da Olimpíada de Tóquio 2020. Contudo, a derrota na final do solo não ofusca o brilho da participação histórica da ginasta de 22 anos que conquistou o ouro no salto e a prata no individual geral, duas medalhas até então inéditas para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

A prova teve início às 5h45 e mais uma vez não contou com a participação da americana Simone Biles, pentacampeã mundial no solo. Em uma final extremamente acirrada, repleta de séries cravadas e movimentos de altíssima dificuldade, um passo para fora do tablado na primeira chegada acabou custando um lugar no pódio à Rebeca. 

A brasileira se recuperou bem, cravou o resto da sequência  ficou na 5ª posição, com 14,033, 0,133 abaixo da japonesa Mai Murakami e da russa Angelina Melnikova que empataram na terceira posição, com 14,166 pontos. A grande vencedora foi a americana Jade Carey que com uma série praticamente cravada conseguiu atingir a marca de 14,366 para ficar com o ouro. A prata, por sua vez, foi para a italiana Vanessa Ferrari, que ficou com 14,200.

Após a prova ao som de Baile de Favela que, apesar do pequeno erro, encantou a torcida mais uma vez, Rebeca expressou sua satisfação pela passagem histórica nos jogos olímpicos de Tóquio 2020 em entrevista ao COB.

“Estou muito feliz, muito grata com todas as apresentações desde o primeiro dia e por ter finalizado tão bem agora com o solo. Ter levado mais alegria ainda para o Brasil, para todas as pessoas que torceram por mim, que acreditaram no meu talento e as que me conheceram agora também. Jamais poderia esperar tudo que aconteceu aqui. O atleta de alto rendimento sempre quer ganhar medalhas, mas eu acho que ganhei muito mais que só as medalhas. Eu ganhei a admiração das pessoas, o respeito, eu fiz história. Eu representei um país inteiro. O peso destas medalhas está sendo muito grande e estou muito feliz de orgulhar todo mundo, principalmente a minha família e o meu treinador", destacou a ginasta.

O Brasil ainda tem mais uma chance de medalha na ginastica artística com a atleta Flávia Saraiva, que disputa a final da trava às 5h30 de terça-feira (3).

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