Caboclo teria oferecido R$ 8 milhões do caixa da CBF a funcionária que o acusou de assédio

Funcionária recusou todas ofertas de acordo para manter seu silêncio

Escrito por Redação 23/07/2021 15:50, atualizado em 23/07/2021 16:37
Caboclo nega todas as acusações
Caboclo nega todas as acusações . Foto: Divulgação/CBF

O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, tentou oferecer R$ 8 milhões para a funcionária que o acusa de assédio sexual e moral para que ela não o denunciasse. A quantia seria retirada do caixa da entidade. As acusações foram negadas por Caboclo. As informações são do site ge.globo.

O plano dele, no entanto, não foi adiante por dois motivos. A diretoria da entidade não concordou com o plano de tentar um acordo para silenciar a funcionária, e a Confederação também rejeitou as condições propostas pelo então presidente, que foi denunciado na Comissão de Ética da CBF no dia 4 de junho. Caboclo foi afastado do cargo dois dias após a denúncia. 

Parte do pagamento seria feita à vista e o resto seria parcelado. Em um dos dois rascunhos do contrato para o acordo, divulgado pelo "ge", foi proposto o pagamento de R$ 4,4 milhões à vista, 29 parcelas mensais de R$ 68.965,52 e R$ 1,6 milhão que seria pago de uma vez após todas as 29 parcelas terem sido quitadas. 

A diretoria da CBF informou, em nota, que o documento não foi assinado por dirigentes, que perceberam um desalinhamento com as políticas da entidade. 

"A CBF informa que o referido documento foi produzido de forma unilateral pelo presidente afastado e não chegou a ser assinado, pois a Diretoria detectou que o mesmo estava em desacordo com as políticas de governança e conformidade da entidade, uma vez que o acusado pretendia utilizar recursos da CBF para resolver um assunto estritamente particular."

Foram seis semanas de tentativa de negociação para impedir que a funcionária levasse o caso à Comissão de Ética da Confederação Brasileira, mas ela recusou todas as ofertas, já que ela não pedia indenização, mas apenas o afastamento de Rogério Caboclo do cargo de presidente. 

Atualmente, o caso de assédio moral e sexual envolvendo Rogério Caboclo e a funcionária da CBF é investigado pela Comissão de Ética da CBF, pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

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