Mesmo com auge da pandemia, CBF diz confiar no protocolo e mantém futebol no Brasil
Entidade fez pronunciamento nesta quarta-feira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quarta-feira (10), no seu canal do Youtube, um documento que mostra a eficiência dos protocolos de segurança contra a propagação da Covid-19. Além disso, a confederação reiterou que as competições nacionais devem continuar, mesmo com a alta da pandemia.
“A aplicação do protocolo sanitário, com a convicção ainda mais forte que nós já tínhamos no ponto de vista teórico, em agosto, quando retomamos. Mas agora com convicção da aplicação na prática. O futebol é seguro, controlado, responsável e tem todas as condições de continuar.” afirmou Walter Feldman, secretário-geral da CBF.
Este é considerado a pior fase da pandemia, com recorde de mortes no país. Nesta terça-feira (9), morreram 1.954 pessoas no Brasil por conta do Coronavírus. Em março, o país já alcança a marca de 13.550 óbitos. Nos números totais são 268.568 vítimas da Covid-19.
Para defender a continuidade do futebol, a CBF divulgou alguns dados para reiterar a confiança nos protocolos. A entidade confirmou que foram realizadas 2.423 partidas, de 367 equipes e em 20 competições distintas. Nesse período, foram realizados testes nos 26 estados e no Distrito Federal, em 112 cidades. Além disso, tiveram 89.052 testes PCR, sendo 13.237 em atletas e apenas 2,2% dos testes deram positivo.
Durante a transmissão, Jorge Pagura, médico da CBF, mostrou dados e estudos sobre o protocolo que fazem a entidade ser a favor da continuidade do esporte.
“Trabalhamos em conjunto para que a gente pudesse realizar nossa atividade. Somos médicos, treinados para salvar e não há nada mais importante que a vida. Reconhecemos também o problema social como perda de empregos. Tentamos unir preservação da saúde de qualquer maneira e tentar elaborar um protocolo que preenchesse alguns preceitos. 1º: segurança de todos; 2º: controlabilidade; 3º: manutenção das atividades. Isso norteou o nosso trabalho”, reforçou Pagura.
"Na curva de ocorrência por 200 mil habitantes, o futebol se dissociou. Quando tem alguns picos, rapidamente volta ao normal. Eram surtos isolados. Tanto que depois baixava", acrescentou o coordenador médico.
O médico da CBF completou reiterando a fala de Feldman sobre o futebol ser uma atividade segura.
“A CBF protegeu os jogadores. Não só isso, ela protegeu quando foi buscar o positivo e tirar ele de circulação. Não só do futebol, mas das atividades do dia a dia. E isso pode realmente ser aplicado para a manutenção de algumas atividades. Eu tenho absoluta convicção que, seguindo as medidas, posso afirmar que o futebol mostrou-se uma atividade responsável e segura.”
A CBF ainda divulgou novas determinações que serão aplicadas no protocolo para o ano de 2021.
Confira as medidas:
Testes RT-PCR em média 72h antes de cada partida para atletas e EXTENSIVO à comissão técnica no campo de jogo.
Testes RT-PCR após 72 horas do retorno da delegação nas rodadas como visitantes, se o intervalo para a partida seguinte exceder cinco dias.
Notificação compulsória dos casos positivos à Comissão Médica Especial da CBF - obrigatória para análise de liberação do isolamento respiratório.