Com alta da pandemia , MP recomenda à CBF que paralise o futebol brasileiro

Ainda não há consenso sobre a interrupção do futebol

Escrito por Redação 05/03/2021 16:31, atualizado em 05/03/2021 17:25
Recomendação de paralisação será enviada à CBF
Recomendação de paralisação será enviada à CBF . Foto: Reprodução/Redes Sociais

O aumento do número de casos da Covid-19 gerou uma divisão nas opiniões sobre a continuidade das partidas no futebol brasileiro. A temporada 2021 acabou de começar e já passa por muitas incertezas, e apesar da cautela com a propagação do vírus, ainda não se tem uma posição única sobre a paralisação ou não das atividades esportivas. Segundo o “globoesporte.com”, o Ministério Público vai enviar uma carta à CBF com a recomendação para interromper o futebol no país.

Na última partida do América-MG, o técnico Lisca, em entrevista ao Premiere, se mostrou contra a permanência dos jogos nesse período e criticou as partidas da Copa do Brasil na semana que vem.

"Nosso país parou, gente. Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos, amigos treinadores. É hora de segurar a vida. Aqui no Mineiro tudo bem, é mais perto, mas como vão levar uma delegação do Norte para o Sul?", comentou.

No mesmo dia, Abel Ferreira, técnico campeão da Libertadores com o Palmeiras, afirmou ter receio de um novo surto de casos no elenco alviverde. Em novembro de 2020, o time do Palmeiras teve mais de 20 jogadores ausentes por conta do vírus. O treinador português se mostrou surpreso com a não realização de lockdowns no Brasil como na Europa. "Eu sei que o futebol é um negócio, e precisamos todos trabalhar, precisamos de dinheiro para pagar nossas contas, mas temos que ter responsabilidade social nesse momento, ser mais responsável dentro daquilo que nos compete, que é ficar mais em casa e ver se conseguimos eliminar esse adversário, pois tanto aqui como na Europa está difícil", falou Abel.

Por outro lado, Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, apesar de se dizer preocupado com a pandemia, reitera que manter o futebol ativo é levar de alguma forma um alento aos torcedores. "Estamos fazendo um favor para o povo, porque quando jogamos, é um motivo para o torcedor ficar em casa. Mas não pode parar tudo no Brasil, daqui a pouco a pessoa não sai de casa, mas está morrendo de fome", comentou. Renato ainda mencionou que a rotina do futebol passa por testes e prevenções e tem uma segurança especial.

Nesse momento, por conta da crescente do Coronavírus em todo o país, os estaduais de Santa Catarina e do Paraná estão paralisados. Em Santa Catarina, o campeonato parou nesta quinta-feira (4), após determinação da federação do estado. Há ainda a chance de a competição ter menos jogos. Os envolvidos discutirão a pauta em breve.

Já no Paraná, o caso é mais complicado. O campeonato teve apenas duas partidas das doze estipuladas. Depois de várias cidades proibirem as partidas o estadual foi paralisado.  "Nós estamos tentando retomar o Estadual a partir da semana que vem, depois de terminar um decreto estadual de restrição de atividades. Vamos tentar voltar para conseguir realizar todas as partidas que forem possíveis", comentou Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), ao Estadão.

No estado de São Paulo as partidas estão mantidas e a decisão foi anunciada na última quarta-feira. "Até o momento, vai seguir o mesmo modelo que tem sido seguido na Europa, onde vários países fizeram lockdowns e mantiveram as atividades esportivas. Até o momento, a decisão é manter as atividades da mesma forma, como vem sendo seguido em Portugal, Inglaterra e outros países, por exemplo", afirmou o membro do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, José Medina.

Apesar da comparação com Portugal e Inglaterra, esses países já registraram surtos em algumas equipes durante a temporada e foi necessário o adiamento de alguns jogos.

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