A importância da manutenção dos laços familiares durante a pandemia

Direito de família

Escrito por Redação 14/06/2021 15:01, atualizado em 14/06/2021 15:49
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No Direito de Família se convenciona afirmar que as famílias se formam em uma relação de afeto. Isto se inicia na sua formação, com os casais se apaixonando e posteriormente constituindo sua prole.

Em tempos modernos onde o usual fracasso das relações a dois tem sido exposto de maneira agressiva, e para constatar este cenário basta ver o número crescente de divórcios através dos últimos anos. No entanto o fim das relações conjugais não significa o fim do laço da família.

Os desafios neste século já são complicados para muitos pais que se desdobram entre a busca de seus sonhos, o sustento financeiro, a educação dos filhos e as temidas tarefas domésticas. Agregado a este cenário caótico de atividades o ano de 2020 trouxe um desafio a mais, a pandemia mundial de COVID-19.

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Esta pandemia trouxe a tona os mais diversos dilemas familiares, o excesso de convivência na mesma residência, o distanciamento social e as novas mídias (Smartphones, aplicativos de vídeo-chamadas e etc) trazendo uma nova  forma de comunicação para aqueles que estão distantes fisicamente, sem falar do home office que se mistura com a vida pessoal.

Administrar o cenário de incerteza já é uma tarefa complexa, e com as demandas do presente ano, tudo por vezes parece não se encaixar, se tornando assim inviável de ser mantido. Mas há que se lembrar que o ser humano tem a confiança para se estabilizar quando se apega as relações que geram o sentimento do afeto já conhecido.

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Em tempos onde o desconhecido se faz presente, a ausência do afeto dos entes mais próximos acelera o processo de desencontro com seu próprio eu, gerando a depressão e outras doenças psicológicas. Reconhecer aqueles que estão ao seu lado como pilares da sua segurança emocional é também, uma forma de manter a própria sanidade e até mesmo a imunidade.

Se o distanciamento social gerou uma informatização das relações humanas, que se possa então se aproximar daqueles que residem na sua própria casa. Participar mais das atividades escolares dos filhos, se conectar com as necessidades do seu companheiro(a) e deixar de “judicializar” problemas que podem ser resolvidos com diálogo.

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Há de se encontrar um novo normal nas relações, há de se encontrar novamente no afeto a base que parece estar perdida, e assim quem sabe, os frutos gerem frutos de uma evolução social.

PROJETO DE PESQUISA DO CURSO DE DIREITO DA UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA – NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA - CAMPUS NITERÓI – TENDO COMO COLABORADOR O DISCENTE ALEXANDRE OLIVEIRA PEREIRA – PROFESSOR ORIENTADOR E COORDENADOR DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DE NITERÓI – ROGÉRIO TRAVASSOS – ADVOGADA ORIENTADORA ADRIANA OLIVEIRA - DIRETOR DO CAMPUS UNIVERSO-NITERÓI - ANDERSON FREIRE.

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