Animais em extinção

Direito ambiental

Escrito por Redação 19/05/2021 14:24, atualizado em 19/05/2021 15:14
Direito ambiental
Direito ambiental . Foto: O São Gonçalo

O ser humano desde outrora dotado da racionalidade vem utilizando os animais não racionais para satisfazer suas necessidades, sendo muitas das vezes, essa satisfação de modo necessária ou não, como por exemplo, vestuário, alimentação, guarda pessoal, transporte e atualmente como uma "amigo", servindo assim a companhia animal de suprimento para a ausência, solidão ou simplesmente companhia.

Para encontrarmos uma definição para os animais não racionais, tende que o mesmo não seja um vegetal, seja um ser provido de organização, que possa se movimentar, capaz de sentir sentimentos, mesmo que essa sensibilidade não se encaixe exatamente no padrão humano, e por contrariação ao ser humano, ser animado e não ter articulação em sua fala.

O número de animais ameaçados de extinção está aumentando cada vez mais, isso ocorre por causa das destruições de seus habitats, mudanças climáticas, caça e pesca descontroladas e outros fatores que auxiliam esse processo. Apesar disso, uma coisa hoje, muito comum de acontecer na natureza, a ação do homem tem interferido de forma bem massificadora.

Os animais no mundo todo estão tendo o seu processo de extinção acelerado pelo homem. A IUCN tem uma lista denominada "LISTA VERMELHA DE ESPÉCIES AMEAÇADAS", que contém o registro dessas espécies que correm o risco de extinção. Um dos animais que está nessa lista é o Coala (Phascolarctos cinereus), eles estão classificados como vulneráveis, ou seja, sua população está diminuindo constantemente. No Brasil a IUCN também descreve em suas listas vários animais que estão correndo o risco de terem sua existência acabada, como é o caso do Mico-leão-Dourado (Leontopithecus rosalia), que está classificado como em perigo, mas que tem sua população considerada estável.

Coalas estão na lista vermelha da extinção
Coalas estão na lista vermelha da extinção | Foto: Divulgação
 

Como já relatado, a extinção é um processo natural da natureza, como já acorreu com diversas espécies que habitaram nosso planeta,  é o caso dos dinossauros. Isso faz parte da evolução, seja da espécie ou do planeta. Um exemplo simples desse entendimento é que as espécies que vemos hoje são de forma completamente diferentes das de 100 milhões de anos atrás.

Paleontólogos juntos com cientistas de áreas distintas estimam que a história da vida no nosso planeta foi ao fim por cinco vezes, o último evento foi com a extinção dos dinossauros, por volta de 65 milhões de anos atrás, tendo como causa o impacto de um asteroide no Golfo do México. Essas cinco extinções foram de forma natural, principalmente com a mudança no clima de forma significativa, com que fez o desaparecimento de muitas espécimes.

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Cabe ainda o não esquecimento de que, se uma espécie for extinta, o seu DNA se perde, logo, se um animal possui um material genético que seja imune a doenças fatais aos humanos, esse conhecimento e a possível cura pode se perder, sem falar que o DNA desse animal poderia servir como fonte de vitamina, e outras possibilidades de proveito.

É de notável importância ter o conhecimento que com a extinção de uma determinada espécie, isso pode ter consequências alarmantes, provocando mudanças drásticas no ambiente que este animal vivia, como por exemplo, se ele é um predador de determinada espécie, ou até mesmo se era uma caça, causando assim um desequilíbrio ecológico e problemas irreparáveis, o que nos últimos tempos tem como ocasionador principal a espécie humana, sendo ela a culpada de muitos desaparecimentos.

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Por fim, diante de tais fatos, é percebido que a proteção do meio ambiente e de seus animais é uma responsabilidade que insere todos nós. A raça humana precisa se conscientizar e perceber que o planeta precisa de todos, sem exceção, afinal, o único animal, RACIONAL, que destrói seu habitat de forma consciente, é o ser humano.

PROJETO DE PESQUISA DO CURSO DE DIREITO DA UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA – NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA - CAMPUS NITERÓI – TENDO COMO COLABORADOR O DISCENTE TADEU DA SILVA CRUZ – PROFESSOR ORIENTADOR E COORDENADOR DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DE NITERÓI – ROGÉRIO TRAVASSOS

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