Urubus, sua importância no meio ambiente

Direito Ambiental

Escrito por Redação 15/03/2021 06:15, atualizado em 15/03/2021 07:03
. Foto: O São Gonçalo

De um modo geral, as pessoas associam os urubus ao fato de sua alimentação, porém como em tudo há um sentido e um por que. Com os urubus não é diferente, logo, eles preenchem um papel honroso em nossa natureza. Seus atos e importância são tão únicos na natureza, que a mesma não seria igual sem eles. Conseguem eliminar até 95% das carcaças e ossos dos animais mortos. Com isso auxiliam na prevenção de doenças, evitando assim a putrefação da carne dos cadáveres dos animais, e por consequência a multiplicação de microrganismos que podem causar doenças aos seres vivos.

A sua ausência, por algum desiquilíbrio ecológico, acarreta efeitos até na própria economia de uma região
A sua ausência, por algum desiquilíbrio ecológico, acarreta efeitos até na própria economia de uma região | Foto: Divulgação/Terra da Gente
 

Como sendo o único animal capaz de fazer esse trabalho na natureza, com exemplar maestria, o urubu impede uma doença grave infecciosa causada pelos “bacillus anthracis”. Seus esforços não permitem que tal doença se alastre, assegurando que o homem não tenha contato com cadáveres infectados. Para lhe favorecer, sua morfologia é categórica para isso, contando com olfato e visão bem desenvolvidos, se tornando uma exceção entre as aves, já que o olfato é um dos sentidos que tem menos maestria dentre as aves.

Justamente indo a contraponto ao fato do julgamento das pessoas, o urubu ajuda o ecossistema, visto que é por sua dieta necrófaga (de comer animais mortos) que fazem seu papel, sendo denominados até de “faxineiros alados”. Pesquisas baseadas nos reflexos dos atos dos urubus apontam que as carnes ingeridas por eles contém toxinas botulínicas, antraz, raiva e cólera, sem falar no tempo que levaria para decompor as carcaças, o que se daria, em média, de 3 (três) a 4 (quatro) vezes o tempo para tal.

A sua ausência, por algum desiquilíbrio ecológico, acarreta efeitos até na própria economia de uma região
A sua ausência, por algum desiquilíbrio ecológico, acarreta efeitos até na própria economia de uma região | Foto: Divulgação/Terra da Gente
 

A importância desta ave é única. A sua ausência, por algum desiquilíbrio ecológico, acarreta efeitos até na própria economia de uma região. Na Ásia ocorreu um desaparecimento dos abutres, desencadeando um aumento alarmoso de ratos e cães selvagens, havendo como consequência, o aumento da leptospirose e da raiva, forçando gastos na saúde local.

Essas aves contam com certas particularidades, tem a cabeça e o pescoço nu, evitando o acumulo de alimentos nessas partes durante a alimentação, o que poderia favorecer os microrganismos a contamina-los, contrariando as crenças populares de que os abutres seriam sujam e nojentos, eles passam o dia inteiro se limpando. 

Muita gente deve se perguntar como o urubu consegue fazer seu papel sem que sofra algum dano, isso se dá devido ao fato de seu estômago secretar um suco gástrico que neutraliza as bactérias e toxinas presentes na carne putrificada, sem falar dos anticorpos presentes no seu corpo, que são poderosos o bastante para garantir um sistema imunológico eficiente.

Esses animais, ditos até, heroicos, podem viver de 10 (dez) a 30 (trinta) anos, dependendo da espécie e as condições do ambiente que estão. Podem ser encontradas nas regiões Central e Norte dos Estados Unidos e em praticamente toda a América do Sul. Outro fato que conta a favor deles, é que não existem doenças que possam ser transmitidas dos urubus para seres humanos.

Por fim, o estilo de vida do nosso “amiguinho” é bem simples, sendo determinado de acordo com sua natureza, aproveitando o alimento que naturalmente encontra pelo caminho. Faz parceria com outras aves para se ajudarem mutuamente, algo que o ser humano devia aprender com o exemplo deles, sempre buscando se preservar das ameaças e perigos, observando e ficando atento, saindo de cena se preciso for.

PROJETO DE PESQUISA DO CURSO DE DIREITO DA UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA – NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA - CAMPUS NITERÓI – TENDO COMO COLABORADOR O DISCENTE TADEU ARSENIO DA SILVA – PROFESSOR ORIENTADOR E COORDENADOR DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA DE NITERÓI – ROGÉRIO TRAVASSOS – COORDENADOR DO CURSO DE DIREITO DE NITERÓI JERÔNIMO DA SILVA.

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