UFF é presença marcante no desenvolvimento regional do Estado do RJ

Universidade tem o maior número de estudantes do Brasil

Escrito por Redação 24/12/2020 07:59, atualizado em 24/12/2020 13:00
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No ano de 2020, a Universidade Federal Fluminense (UFF) comemora seus 60 anos, promovendo mudanças na sociedade através da educação, ciência e tecnologia. Hoje ela é composta por quarenta e duas unidades de ensino superior e vinte e sete polos de educação à distância. Com quase três mil e quinhentos docentes, cerca de quatro mil técnicos e mais de 45 mil discentes, hoje ela é a universidade com o maior número de estudantes do Brasil. Em sua trajetória de multiplicidade, a Universidade cruza fronteiras, sejam elas pequenas ou de longas distâncias, e segue firme em sua missão de desenvolvimento do país com responsabilidade social.


A UFF atravessa o município de Niterói desde o início de sua história e pode ser considerada parte da identidade da cidade. Atualmente são três campi (Gragoatá, Valonguinho e Praia Vermelha), seis unidades de ensino isoladas (Faculdade de Direito, Escola de Enfermagem, Instituto de Artes e Comunicação Social, Faculdade de Veterinária e Instituto Biomédico) e dois Hospitais Universitários (HUAP e Hospital de Medicina Veterinária) distribuídos em seis bairros (Centro, São Domingos, Boa Viagem, Santa Rosa, Ingá e Charitas). A Reitoria, localizada em Icaraí, comporta também o Centro de Artes (CEART), a Orquestra Sinfônica Nacional (OSN) e a Editora da UFF (EdUFF), fontes de cultura e arte não só para a comunidade acadêmica, mas para toda a população de Niterói.

É com muito entusiasmo que celebramos a presença ativa da UFF em todo o Estado, transformando cidades e a vida de milhares de pessoas - Antonio Claudio Lucas da Nóbrega

Para além disso, selando o compromisso social de expansão do conhecimento, o corpo docente e discente da UFF também está distribuído em nove municípios, ocupando todas as macrorregiões do Estado do Rio de Janeiro. Os institutos da Universidade estão presentes nas cidades de Volta Redonda, Campos dos Goytacazes, Santo Antônio de Pádua, Angra dos Reis, Macaé, Rio das Ostras, Nova Friburgo e Petrópolis, além de Niterói, onde fica sua sede. Os impactos sociais e econômicos, diretos e indiretos, para a população dessas regiões são notórios e a UFF celebra com orgulho a memória e as conquistas dessas unidades.

Volta Redonda: Engenharia Metalúrgica na cidade do aço

A Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (EEIMVR-UFF) data do mesmo período da criação da UFF como um todo. O curso superior de Engenharia Metalúrgica foi um dos primeiros a serem idealizados fora da cidade de Niterói. Foi instalado em Volta Redonda, conhecida como ‘cidade do aço’, em 1961, quando a instituição ainda era UFERJ.

A dirigente atual da Escola, professora Nadja Valéria Vasconcellos de Avila, relata que a implantação da faculdade aconteceu para que o ensino profissionalizante de engenharia fosse ministrado próximo a um centro industrial ligado à sua especialidade. “A cidade foi escolhida especificamente por sediar a Usina Presidente Vargas, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A chegada do curso de Engenharia Metalúrgica em Volta Redonda uniu efetivamente a teoria acadêmica à prática”, conta a docente.

Nadja evidencia que os egressos da EEIMVR-UFF sempre ocuparam cargos relevantes em empresas de renome e no serviço público, não apenas na região Sul Fluminense, mas em todo o Brasil, comprovando assim a excelência na formação na área de engenharia, desde sua criação até o momento atual.

“A Escola também vem se destacando no campo social da região com projetos que atendem a população. Um exemplo é o “Universidade da Melhor Idade”, que visa à inclusão social de idosos nas novas tecnologias. Outro projeto importante é o “Integrando Alegria”, que atua realizando visitas em creches, escolas e asilos para arrecadação de itens de doação e campanhas de conscientização. O projeto “PROMOVE” recebe alunos do terceiro ano do Ensino Médio dos colégios da região para que conheçam os cursos de graduação que oferecemos, a fim de ampliar o acesso ao ensino superior. Por fim, temos o projeto “Próximo+Próximo”, que promove ações de caráter filantrópico e de assistência social a alunos carentes da própria Universidade”.

Campos: do Serviço Social ao Desenvolvimento Regional

A Universidade Federal Fluminense está presente na Região Norte Fluminense desde 1962, quando foi criado o Curso de Serviço Social, na cidade de Campos dos Goytacazes, inicialmente como setor regional da Escola de Serviço Social de Niterói, posteriormente atingindo a condição de Departamento. A sede própria foi adquirida em 1975, estabelecendo a presença da UFF na região e o seu compromisso com a interiorização. O reconhecimento da comunidade e a parceria com outras instituições locais propiciaram a criação do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional (ESR-UFF) em 1999, visando atender novas demandas na área do ensino, pesquisa e extensão.

O diretor da unidade, Roberto Cezar Rosendo Saraiva da Silva, relata que por mais de três décadas nesta região havia apenas o Departamento de Serviço Social de Campos como Instituição Pública de Ensino Superior. Após aderir ao REUNI, a UFF de Campos implantou cinco novas graduações. “Em 2009 foram iniciados os cursos de Ciências Econômicas, Ciências Sociais e Geografia. Dois anos depois, em 2011, vieram as graduações em História e Psicologia. Também avançamos em pesquisa, com a implantação dos Programas de Pós-Graduação em Geografia e em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas, entre 2014 e 2016”.

A consolidação da UFF de Campos após o REUNI se deu também por meio da expansão das atividades de extensão. “Hoje contamos com mais de vinte grupos de pesquisa registrados no CNPQ, com produção acadêmica significativa. Os grupos possuem diversos projetos de pesquisa e de extensão, financiados por agências de fomento como FAPERJ, CNPQ e CAPES. O ‘Programa Universidade da Terceira Idade (UNIT)’, por exemplo, completou 25 anos atendendo a população com mais de 60 anos em atividades diversas, cursos e palestras. Em 2020, durante a pandemia, mobilizamos um projeto de distribuição de cestas básicas para nossos alunos em situação de vulnerabilidade, com a liderança do movimento estudantil da UFF de Campos, além do desenvolvimento de um importante mapeamento da COVID-19 nas regiões Norte e Noroeste Fluminense”, pontua Roberto.

O diretor destaca que a retomada da construção do novo campus do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional - que começou em 2014 e foi paralisada em 2015 - será um marco na ampliação da capacidade de expansão do ESR-UFF. “As obras foram reabertas em uma cerimônia ocorrida agora em dezembro de 2020,  ampliando nosso potencial de progresso na região. A partir desse novo espaço, o esforço e a união da comunidade acadêmica e da reitoria firmam a vocação da UFF como um dos expoentes no desenvolvimento educacional e científico no interior do estado do Rio de Janeiro”.

Pádua: A UFF no Noroeste Fluminense

Vinte anos depois de se instalar em Campos, a UFF cria o Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES-UFF). Em 1985, se instalava no município de Santo Antônio de Pádua um curso de extensão em Educação Matemática criado por professores do Instituto de Matemática e Estatística da UFF. O diretor da unidade, professor Tibério Borges Vale, informa que esse projeto cresceu e se transformou em uma Licenciatura em Matemática. “A princípio, o curso funcionava em escolas da cidade. Nos anos 2000, começou um processo de cessão de terrenos da prefeitura para a universidade se instalar em sede própria. Em 2009, o instituto foi formalmente criado e posteriormente novos cursos vieram. Atualmente ele abriga sete cursos de graduação e dois mestrados acadêmicos”.

Para Tibério, os impactos do INFES-UFF na região de Santo Antônio de Pádua são facilmente perceptíveis. “Muitos docentes que atuam na região, tanto na rede pública quanto na rede privada, foram formados nos cursos do instituto. Também desenvolvemos ações em Pádua e região através de projetos de extensão universitária, ações de educação ambiental e atividades do ‘UFF Portas Abertas’, para reforçar as relações entre o instituto e a comunidade. Outra contribuição importante está nas cooperações com o Município de Santo Antônio de Pádua. Atualmente o INFES possui representante no Conselho Municipal de Meio Ambiente e está firmando parceria com a Prefeitura para abrir novas frentes de colaboração”.

Segundo Tibério, ele e os docentes de Pádua concordam que os polos do interior têm um papel fundamental quanto a garantir que as pessoas disponham de acesso à educação de qualidade no lugar em que vivem. “Como uma parte desses egressos permanece na região, como profissionais ou empreendedores, eles são em grande parte responsáveis pelo desenvolvimento econômico desses locais”, garante. “Dar à população acesso ao conhecimento numa instituição pública, de forma gratuita e com qualidade, provoca uma transformação social na localidade onde estes campi fora da sede se instalaram. Isso contribui não só para o desenvolvimento intelectual dos indivíduos, mas também para elevar a criticidade coletiva naquele ambiente”, conclui Tibério.

Angra dos Reis: Formação de professores na Costa Verde

A partir dos anos 90, o programa de interiorização da UFF através de parcerias com as prefeituras se intensifica e expande. No ano de 1992, a UFF chega em Angra dos Reis com o curso de Pedagogia, sendo a única universidade presente no município. “Eram os professores da Faculdade de Educação de Niterói que ministravam as aulas. Adotaram um currículo inovador e formaram grande parte dos profissionais da rede municipal de ensino. Em 2009, foi criado o Instituto de Educação de Angra dos Reis, com concurso para docentes diretamente para o campus. Através do REUNI, foram criados os cursos de graduação em Políticas Públicas e Geografia. Atualmente o IEAR-UFF tem cerca de 700 estudantes, 50 doutores e 12 servidores técnico-administrativos. Ao final de 2015, conquistamos o transporte estudantil e um terreno de 15 hectares em Angra dos Reis, onde em 2020 deu-se início à construção da Moradia Estudantil”, relata o diretor do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR-UFF), Augusto César Gonçalves e Lima.


A atuação da IEAR-UFF em toda a Costa Verde e no distrito de Lídice (município de Rio Claro) é marcante. “Parte significativa dos professores da rede municipal de Angra dos Reis foi formada na Universidade. Inúmeros cursos de extensão foram organizados para a formação em serviço das redes de ensino em Angra, Mangaratiba e Paraty. Promovemos cursos de extensão na prevenção de desastres naturais. Também atuamos na formação de professores das regiões costeiras, quilombolas e indígenas do município de Paraty.  Há dois anos formamos docentes indígenas através do curso de Magistério Indígena, criado por uma cooperação técnica entre a IEAR-UFF e a SEEDUC-RJ, abrangendo as cinco aldeias da região”, pontua o diretor.


Segundo Augusto, “o instituto também trabalha em parceria com a Associação de Produtores de Agricultura Familiar e Atividades Agroecológicas. Estamos desenvolvendo um projeto em parceria com a PETROBRÁS e UNESP, Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis de Bocaina (OTSS), coordenado pela FIOCRUZ, para atender 25 comunidades pesqueiras de Angra e Mangaratiba”.


No âmbito da Educação Superior, o diretor acredita que a implantação de campus universitários no interior é uma das políticas educacionais mais importantes. “Isto responde a duas demandas que estão relacionadas: a necessidade de descentralização do saber científico, principalmente num país continental como o Brasil, e o consequente desenvolvimento de massa crítica nas regiões periféricas. Esse movimento tem implicação na democratização do conhecimento e possibilita que milhares de jovens tenham acesso a um ensino superior de qualidade. A UFF tem protagonismo nesta política de interiorização, que contribui para o desenvolvimento do conhecimento científico no país”, ressalta.

Macaé: Ciências da Sociedade em destaque

Da Costa Verde do Rio de Janeiro para a região Norte Fluminense, no mesmo ano de 1992, o município de Macaé também recebeu uma nova unidade da UFF. Os cursos de Administração e Ciências Contábeis foram instalados na cidade por meio de um convênio firmado entre a Universidade e a Fundação Educacional de Macaé. O professor Daniel Arruda Nascimento, atual diretor do Instituto de Ciências da Sociedade (ICM-UFF), explica que, a princípio, as duas graduações funcionaram como uma extensão dos cursos de Niterói, ligados à Faculdade de Administração e Ciências Contábeis. “Posteriormente, o curso de graduação em Direito também funcionou como uma ampliação da Faculdade de Direito de Niterói até 2005. A autonomia dos cursos com currículo e grade própria ocorreu em março de 2013, quando foi criado o Instituto de Ciências da Sociedade de Macaé (ICM-UFF)”.

A UFF de Macaé, nos seus quase trinta anos de existência, forma profissionais de excelência principalmente na área administrativa da indústria de petróleo e gás, estabelecida no município como polo industrial. Além disso, o diretor do ICM-UFF destaca que os egressos figuram nos quadros públicos de advocacia e Direito de toda a região Norte Fluminense. “A interiorização do Ensino Superior atinge pessoas que dificilmente teriam oportunidade de se qualificar em outra localidade. Hoje não é mais possível circular na cidade e não encontrar estudantes e egressos em funções de responsabilidade e de competência. A relevância da nossa universidade para a região é atestada pela criação do instituto em 2013 e pela construção da nossa sede própria promovida pela prefeitura”.

O bloco D da Cidade Universitária de Macaé foi inaugurado como sede oficial do Instituto de Ciências da Sociedade de Macaé neste ano de 2020. “Os anos de parceria com as outras instituições de ensino superior dividindo espaço na Cidade Universitária foram fundamentais para estabelecer uma cultura acadêmica de qualidade. Agora o instituto cresceu e se consolidou. Mesmo diante do cenário de pandemia, a ocupação da nova sede enriquece a trajetória do ICM-UFF e o investimento feito durante 28 anos pela comunidade acadêmica da UFF de Macaé”, finaliza Daniel.

PURO: Polo Universitário de Rio das Ostras

Na cidade vizinha, Rio das Ostras, quatro cursos foram implantados também em parceria com a Prefeitura Municipal. As graduações em Psicologia, Enfermagem, Produção Cultural e Serviço Social começaram suas atividades em 2003. Toda a estrutura dos cursos foi dividida entre as duas Unidades Acadêmicas independentes em 2011, e então foram criados o Instituto de Ciência e Tecnologia (RIC-UFF) e o Instituto de Humanidades e Saúde (RHS-UFF), que formam o Polo Universitário de Rio das Ostras (PURO-UFF).

O PURO-UFF é um dos maiores provedores regionais de mão de obra qualificada nas áreas especializadas em que atua, formando profissionais para órgãos de saúde, cultura, tecnologia e ações sociais, com influência no setor de petróleo. Para Antonio Esposito Junior, diretor do Instituto de Humanidades e Saúde de Rio das Ostras (RHS-UFF) e Edwin Benito Mitacc Meza, diretor do Instituto de Ciência e Tecnologia (RIC-UFF), a presença da Universidade no interior do estado garante a possibilidade de sucesso para pessoas de todas as classes sociais.

Como destaque, os docentes citam algumas ações extensionistas. “No RHS-UFF, o apoio à feira de Agroecologia, que surgiu a partir de ações de ensino, pesquisa e extensão junto a movimentos sociais, é um exemplo. Também realizamos anualmente a Semana Afro, momento em que os professores estão envolvidos com debates sobre a questão racial, apresentam pesquisas sobre o tema e promovem atividades artísticas e culturais (como o desfile de roupas com a temática Afro). No RIC-UFF, também temos a ONG dos Engenheiros sem Fronteiras, que é uma organização sem fins lucrativos que acredita na utilização da engenharia como meio de transformação social”, apontam.

REUNI: Ciências Humanas em Volta Redonda e Saúde em Nova Friburgo

O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) foi uma iniciativa do Governo Federal, que adotou uma série de medidas para retomar o crescimento do ensino superior público, criando condições para que as universidades federais promovessem a expansão física, acadêmica e pedagógica. A ampliação começou em 2003 e terminou em 2013. Com o REUNI, a UFF ganhou mais duas unidades: o Instituto de Ciências Humanas e Sociais, de Volta Redonda (ICHS-UFF), e o Instituto de Saúde, de Nova Friburgo (ISNF-UFF).

O ICHS-UFF foi criado formalmente como Escola de Ciências Humanas e Sociais de Volta Redonda (ECHSVR) em dezembro de 2006, tendo somente, na época, o Departamento de Administração e o curso de graduação em Administração. O professor Julio Cesar Andrade de Abreu, diretor do instituto, conta que, a princípio, o antigo ECHSVR ficou sediado nas instalações da Escola de Engenharia de Volta Redonda. “Em 2008, quando a UFF aderiu ao REUNI, novos cursos foram adicionados à grade do ICHS-UFF. Em 2009, foram iniciados os cursos de graduação em Ciências Contábeis e Administração Pública. Em 2011, foram criadas as graduações em Direito e Psicologia. Atualmente, o ICHS tem cerca de 100 professores distribuídos em cinco departamentos para atender cerca de 5.000 alunos em cursos presenciais e à distância”, descreve.

“Temos a incubadora de empreendimentos de economia solidária (InTECSOL), que se destaca pelo apoio a cooperativas e associações locais, em parceria com o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Executivo Local; o Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), que realiza um atendimento gratuito e especializado na área do Direito; o Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), que promove atendimentos gratuitos de psicologia para a população local, além de abrir várias ações de extensão em saúde pública; o Núcleo de Assistência Financeira (NAF), que proporciona atendimentos e orientação na área contábil para a população; e o Centro de Memória Sul Fluminense, que realiza ações de preservação da memória e direitos humanos na região”, acrescenta Julio.

Na cidade serrana de Nova Friburgo, o REUNI também ampliou possibilidades para a população regional e a UFF se fez presente. “O processo de criação do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF-UFF) teve início com a assinatura de um convênio com o município, em setembro de 2007. O prédio da antiga Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo (FONF) foi cedido à Universidade e então foi criado o curso de graduação em Odontologia. Em 2009, os cursos de Biomedicina e de Fonoaudiologia foram instituídos e em 2013, o Mestrado Acadêmico em Odontologia”, relata Marcos Barceleiro, diretor do ISNF-UFF.

Para Marcos, toda a estrutura e o resultado das atividades promovem grandes impactos sociais e econômicos na região. “O ISNF-UFF atende cerca de 1500 pacientes por mês em quatro clínicas de Odontologia que oferecem procedimentos gratuitos, desde os mais simples, como restauração, aos mais complexos, como tratamento de câncer de boca. Nossa clínica de Fonoaudiologia atende centenas de pessoas por mês. Ainda estamos preparando laboratórios de análises clínicas para que o curso de Biomedicina possa promover exames laboratoriais para a população. É um grande diferencial na vida das pessoas, pois nem sempre esses serviços estão disponíveis na rede pública de saúde ou são acessíveis aos mais necessitados”.

O professor acredita que “quando o complexo acadêmico, com toda a estrutura de laboratórios e de profissionais especializados e qualificados, vem até o aluno, há a oportunidade de mudanças na vida de todas as pessoas envolvidas, como a família e a comunidade local, que passam a acreditar em um futuro melhor para os jovens que vivem no interior”. O professor Julio Andrade complementa afirmando que “no processo de democratização e acesso ao ensino superior de qualidade para toda a sociedade, a expansão das unidades para regiões do interior proporcionam, além de tudo, um sólido direcionamento institucional na formação de profissionais comprometidos com o ethos público e o desenvolvimento regional”.

A UFF não para: Escola de Engenharia de Petrópolis

A unidade caçula do processo de interiorização da UFF foi criada no ano de 2013. O diretor da Escola de Engenharia de Petrópolis (PEP-UFF), professor Aníbal Alberto Vilcapoma Ignácio, relata que o processo de criação da unidade foi iniciado através do diálogo com a Prefeitura do município. A discussão era sobre a possibilidade de se instalar um campus da Universidade na cidade, com oferta de cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de tecnologia.

“Para tal, a Prefeitura disponibilizou a infraestrutura física necessária para instalação do campus. A UFF instituiu um grupo de trabalho com a incumbência de analisar e elaborar propostas para a implantação de um curso de Engenharia de Produção no município. O curso iniciou suas atividades em 2015 e conta com, aproximadamente, cem projetos realizados em parceria com instituições como FioCruz, Braziline, Binzen, entre outras. Além disso, atualmente participamos do Conselho Municipal da Prefeitura de Petrópolis e da construção de uma fábrica de software em parceria com a empresa T2M”.

Aníbal aponta a relevância da iniciativa da UFF em estar hoje presente em diversos municípios do Rio de Janeiro para a busca de oportunidades no desenvolvimento local de cada região. “Para isso, deve existir uma sinergia entre a instituição, o governo local e o setor produtivo, a fim de que o processo de interiorização da Universidade seja efetivo. Em termos de ensino, o fato de os cursos estarem mais próximos da população, evitando que os alunos se desloquem, colabora no cumprimento social da universidade”, completa.

Stephany Rie Yamamoto Gushiken, egressa do curso de Engenharia de Produção da PEP-UFF, finaliza contando que é muito grata pela possibilidade do acesso à formação de qualidade em sua própria região. “A grade da UFF é bastante completa e, graças a todo o conhecimento que recebi, fui efetivada na atual empresa em que trabalho dois períodos antes de me formar. Sou petropolitana e posso dizer que ter uma universidade federal de excelência na cidade facilitou muito meu encontro com o ensino superior”.

De acordo com o reitor Antonio Claudio da Nóbrega, o impacto da Universidade Federal Fluminense no Estado do Rio de Janeiro é incalculável! “Através das unidades acadêmicas, conseguimos atingir todas as regiões e seguir firmes na nossa missão de inclusão social e desenvolvimento do país via educação, ciência e tecnologia. É com muito entusiasmo que celebramos a presença ativa da UFF em todo o Estado, transformando cidades e a vida de milhares de pessoas”, comemora.

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