Novembro Negro continua com programação durante todo mês, em Niterói

Atividades acontecem de forma virtual e pretendem resgatar a importância do povo negro no cotidiano

Enviado Direto da Redação

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 A Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir) promove, até o fim deste mês, ações do Novembro Negro em Niterói com atividades virtuais por conta da pandemia do novo coronavírus. Para o aniversário da cidade, no dia 22, a Ceppir organizou o evento “Desperta Mulher - A importância da mulher preta na cultura popular”, às 10h. Todas as atividades serão transmitidas na página da Coordenadoria: https://www.facebook.com/ceppirniteroi/.

Para a próxima semana, a programação segue com o debate “Mulher Negra e Suas Transições” com Gabriel Basílio (graduando em Psicologia) e Bruna Ignácio (Psicóloga), na terça-feira, dia 24, às 15h. Já na quarta-feira (25), às 19h, será a oportunidade de entender um pouco mais sobre “Zonas de Sacrifício e Injustiças Ambientais” com Lourdes Brazil, coordenadora do grupo de pesquisas CNPq -  Engenharia, Cidades e Sustentabilidade. E na quinta-feira (26), das 15h às 18h, acontece a Oficina Interativa, organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Étnicos-Raciais e Educação (Crefcon/Semed-SG).


As atividades estão sendo construídas em conjunto com o Conselho Municipal de Políticas de Igualdade Racial, organizações do movimento negro, ativistas, escolas, universidades e demais instituições parceiras com o objetivo de promover um grande encontro de grupos, artistas, movimentos e entidades dedicadas a cultura negra, conscientizar e mobilizar.


Celecina Rodrigues, coordenadora da Ceppir, ressalta que novembro é emblemático por ser o mês da consciência negra.


“O evento ‘Conexão Raízes - Novembro Negro Segunda Edição’ tem sido um espaço potente com trocas de saberes e afetos. Estamos em um momento onde o racismo tem proporções cada vez maiores e, por isso, é fundamental estimular ações que recordem a história da escravidão no país e resgate, com esses eventos, a grande influência do povo negro em todo o nosso cotidiano. O projeto Novembro Negro é uma fonte de inspiração e fomento a cultura negra debatendo e trabalhando para conscientizar a sociedade sobre a importância do povo negro e de sua cultura na formação do povo brasileiro, assim como no município de Niterói”, destacou Celecina.


A coordenadora do Ceppir ressalta que o evento teve que se adequar a pandemia e por isso o apoio voluntário e incansável de diversos parceiros foi fundamental.


“É importante citar a presença, em vários momentos, da União dos Estudantes Africanos (UEA-UFF), do Fórum de Mulheres Negra, Niterói, do Projeto Negras Potentes, COMPIR e várias personalidades com temas ligados avanços e retrocessos do Povo Negro”.


Celecina lembra que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da resolução 68/237, considera 2015 a 2024 a Década Internacional dos Afrodescendentes e recomenda a tomada de medidas eficazes pelos Estados-membros, governo e a sociedade civil para a implementação de um conjunto de atividades no espírito de reconhecimento, justiça e desenvolvimento para a População Negra.


“Essa será uma oportunidade para se reconhecer a contribuição significativa feita pelos afrodescendentes às nossas sociedades, bem como propor medidas concretas para promover sua inclusão total e combater todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância relacionada”, explica a coordenadora da Ceppir.


Ceppir - A Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial é um órgão que trabalha na criação de políticas públicas para inclusão social. A Ceppir possui um serviço de atendimento a pessoas vítimas de racismo e injúria racial, com orientação jurídica para encaminhamento aos órgãos competentes para a investigação e prosseguimento de eventual processo, além da realização de campanhas para conscientização de direitos.


A Ceppir também mantém um canal online pelo Whatsapp (21) 96992-9577, o “Fale com a Ceppir”, que recebe denúncias sobre crimes de racismo. O canal funciona de 10h às 18h, de segunda à sexta-feira. A equipe de atendimento manterá o sigilo do denunciante.

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