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Clube Entrelivros: Literatura feminina como protagonista

Projeto debate vida e obras de escritoras e também promove atividades nas redes sociais

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 31 de agosto de 2020 - 19:30
Projeto cultural também abordam a biografia das autoras homenageadas nos encontros
Projeto cultural também abordam a biografia das autoras homenageadas nos encontros -

 O poder da leitura é algo inestimável por ser capaz de transformar os leitores através do conhecimento. A partir desta premissa, os clubes dos livros são verdadeiros guardiões e multiplicadores culturais em diversos estilos literário. No Rio, o Clube Entrelivros, é um exemplo disso. Além de incentivar o hábito da leitura, o projeto traz consigo o objetivo de destacar a literatura feita por mulheres e discutir a vida e obra das autoras. E em época de pandemia do novo coronavírus (covid--19), onde os encontros acabam sendo restritos, a iniciativa gerida pela pedagoga Mônica Moutinho, que é a idealizadora e coordenadora; e pela jornalista Liane Varsano, que atua na produção e assessoria de imprensa, também utiliza a internet como mais uma possibilidade para promover o universo literário feminino.

"O Clube Entrelivros foi criado, no início de 2019, com a ideia de reunir as pessoas em diferentes espaços  públicos  para juntos lermos e conversarmos sobre livros e suas autoras. As atividades online, aconteceram por causa da pandemia que mudou toda a dinâmica e nos impôs o distanciamento. No último encontro (presencial) falamos sobre o livro 'Maçã no escuro' de Clarisse Lispector, no piquenique do Museu da República. Vale ressaltar, que em todos os encontros sempre procuramos falar também sobre a vida da autora como era seu dia a dia. Enfim, rola uma pesquisa para isso. Vivenciamos além do livro", explicou Mônica, que também produziu um podcast sobre a escritora ucraniana intitulado como ABC de Clarice (clique aqui para ouvir).

Em âmbito virtual, o Instagram tornou-se mais uma ferramenta que o Clube Entrelivros utiliza para realizar entrevistas nas lives "A mulher na literatura", conforme explica Liane, que também lembrou como eram as atividades antes da pandemia.

"Estas lives fazem parte de um projeto que foi contemplado pelo edital: 'Cultura Presente nas Redes' da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro. A dinâmica, antes da pandemia, era a escolha de um livro, ler, e juntos comentar e trocar sobre o livro e a autora. E geramos bons momentos de trocas. Nós já lemos, Hilda Machado, Lígia Fagundes Telles, Clarice Lispector e a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie", disse.

Sobre o mercado literário, Mônica, acredita que as mulheres tem tido mais espaço, porém, contextualiza que para chegar a este ponto, as escritoras não tiveram uma trajetória fácil para assumir o protagonismo na literatura, que então privilegiava o universo masculino. "Foi um processo, para as mulheres que escrevem. Para serem aceitas nas editoras, muitas usavam pseudônimos (de homens) no final do século XVIII e início do XIX, pois, escrever não era permitido a elas. Hoje, o mercado já está mais atento às mulheres a escrita", comentou.

Quem tiver interesse de participar do Clube Entrelivros, pode seguir o perfil no Instagram ou curtir a página oficial no Facebook.

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