Neymar e 'parças' são processados após ofensas a padrasto do atleta
No áudio, Neymar chama o padrasto de "viadinho"

Neymar e seus amigos, conhecidos como os 'Parças', deram o que falar na última semana, após vazar um áudio dos mesmos falando mal do padrasto de Neymar, Tiago Ramos, que namora a mãe do craque, Nadine Gonçalves. No áudio vazado, Neymar chama Tiago de "viadinho" e até sugere a morte do modelo com os amigos. Depois disso, o ativista gay Agripino Magalhães informou que, na última segunda-feira (08), entrou com um processo contra Neymar e seus amigos no Ministério Público de São Paulo sobre o caso.
Segundo o ativista Agripino, o craque Neymar e seus amigos foram acusados de crimes como crimes de homofobia, incitação ao ódio e ameaça de morte de um LGBTI+. Um inquérito está investigando o caso.
No áudio em questão, os amigos de Neymar e o jogador estavam comentando e falando mal de Tiago, após uma confusão entre o modelo e Nadine, em que Tiago acabou indo parar no hospital. No áudio, Neymar chama Tiago de 'viadinho' e amigos do jogador falam que Tiago deveria ser torturado com um cabo de vassoura.
"Os meus advogados oficializaram denúncia crime contra o jogador Neymar Junior e seus 'parças' pelo crime de homofobia, incitação ao ódio e ameaça de morte de um LGBTI+ ", escreveu Agripino em suas redes sociais. Ele ainda disse que:" Homofobia e transfobia passaram, a partir do dia 13 de Junho de 2019, a se enquadrar no Art. 20 da Lei N° 7.716/1989, que criminaliza o racismo, e alterou o Art. 121 do Código Penal, incluindo o homicidio motivado por homofobia no rol dos motivos torpes".
Em nota, o Ministério Público de São Paulo confirmou o recebimento da denúncia. "O MPSP confirma que recebeu a representação, que foi registrada como notícia de fato", informou o órgão.
Segundo a colunista Fábio Oliveira, o documento encaminhado para o Ministério Público pede a prisão preventiva do grupo. "Sendo Neymar pelo status de formador de opinião e ele está pedindo para que seu grupo pratique crimes, seria o caso de uma preventiva", dizia o documento contra o craque.
"Nós estamos pedindo uma indenização de dois milhões de reais em benefício de uma ONG que trata e orienta pessoas ameaçadas, humilhadas e maltratadas por homofóbicos", confirmou Magalhães à Fábia.
A assessora de Neymar não se pronunciou sobre o assunto até o momento.