Investigações sobre supostos estupros cometidos por Felipe Prior estão na reta final
Pandemia e feriados adiantados em São Paulo atrasaram a investigação

O ex-BBB Felipe Prior está desde o começo de abril sendo investigado pela polícia após ser acusado de ter estuprado diferentes mulheres entre os anos de 2014 e 2018. Segundo a delgada do caso, Maria Valéria Pereira Novaes, a investigação está perto de ser concluída.
De acordo com a delegada, as três supostas vítimas já prestaram depoimento na 1ª Delegacia da Defesa da Mulher no Cambuci, Centro de São Paulo. Depois da repercussão do caso, uma quarta mulher também acusou o arquiteto de estupro, mas, por morar fora do Brasil, não foi ouvida pela polícia. Todas as testemunhas de acusação foram ouvidas. Das sete testemunhas de defesa de Prior, apenas três foram à delegacia.
A delegada diz que o que pode ter atrasado as investigações e a prestação de depoimentos é a situação da pandemia e o adiamento dos feriados em São Paulo.
"Tivemos que parar [a apuração], porque as pessoas não podem vir à delegacia. Acredito que –por mais vontade que eu tenha de terminar esse inquérito– nós ainda vamos demorar um pouquinho [...] No máximo, até o meio de junho já tenha ouvido a todos e siga para o Ministério Público", disse.
Após a fase de apuração, será redigido um relatório que será enviado para o Ministério Público. Novaes espera que até julho ou agosto, o MP tenha tomado uma decisão.
Atualmente, as investigações estão na fase de levantamento de provas. Segundo a delegada, o trabalho tem que ser feito cautelosamente e de forma minuciosa, devido a gravidade das acusações.
"Diz respeito à vida de uma pessoa, e a possibilidade de ela ser presa. Em caso de violência real, mesmo passado tanto tempo, ele pode ser condenado. Nós temos que ter certeza absoluta, seguir uma linha de muita legalidade, sem levar para o lado emocional. Mas as testemunhas estão nos dando os subsídios que precisamos", explicou.