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Por que acabou o relacionamento de Whindersson e Luiza Sonza?

Psicanalista dá sua opinião sobre o término

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 30 de abril de 2020 - 09:49
Para Abreu, "As dificuldades de manutenção do relacionamento dos famosos se prendem com a falta de tempo, as ofertas demasiadas, o ego, e a enganação de si mesmo"
Para Abreu, "As dificuldades de manutenção do relacionamento dos famosos se prendem com a falta de tempo, as ofertas demasiadas, o ego, e a enganação de si mesmo" -

O fim do casamento de Whindersson Nunes e Luiza Sonza foi um dos assuntos mais comentados nas últimas horas.  Entrevistamos o filósofo, psicanalista e especialista em estudos da mente humana Fabiano de Abreu para explicar, dentro de sua perspectiva o motivo de ser tão comum o fim dos casamentos entre famosos. 

Segundo Fabiano de Abreu, a manutenção do relacionamento está na habilidade de saber dosar o que se dá em cada fase, de manter um pouco da chama inicial mesmo numa altura mais madura da relação.

"O início do relacionamento é fogo, a continuação dele é água. Os elementos fogo e água são naturalmente mutáveis e opostos. Um acende e arde, outro aplaca e apaga. O fogo inicial, quando encosta queima, é tudo novo, é descoberta, é o mistério. O mistério é um dos melhores combustíveis do relacionamento. 

Eu sempre digo, não conte tudo, revele aos poucos, quanto mais novidades e menos rotinas, mais interessante será. É água pois mata a sede, supre vontades, bens essenciais que vão além do calor da emoção. A água neste caso é a cumplicidade, ajuda mútua e conversa.", observa o especialista.

Para o psicanalista há elementos internos e externos que estão presentes nas relações de quem é famoso e com os quais tem que se ter uma segurança muito grande para os saber administrar.

Para Abreu, "As dificuldades de manutenção do relacionamento dos famosos se prendem com a falta de tempo, as ofertas demasiadas, o ego, a enganação de si mesmo. E de suas demandas legítimas e essenciais."

Ainda segundo o especialista a situação varia se apenas um dos elementos do casal é famoso. Neste caso há uma possibilidade de equilíbrio maior na sua vida pessoal.

"Quando um é famoso no casal, é um pouco mais fácil, vai do anônimo ou não famoso, ter paciência para suportar o assédio e as ausências confiando inteiramente no parceiro. 

O fato de não ser famoso é um detalhe positivo, pois é o peso a equilibrar a balança e aliviar o estresse. É viver uma vida normal, em meio a tanta loucura e badalação. É não se perder em meio as personas criadas, e continuar sendo apenas humanamente “gente”.", explica.

Quando, pelo contrário, ambos vivem no mundo da fama a realidade tende a piorar um pouco.

Segundo o filósofo: "Quando os dois são famosos tem de lidar com diversos fatores. Ego duplo, ausência de ambas as partes havendo desencontros, assédios e propostas que se não tiver uma boa inteligência emocional e caráter, podem ser fatais. Mas o pior para o famoso é a falta de percepção de si mesmo. Quando muitos o bajulam, ele perde a verdadeira noção do seu eu esquecendo que um dia a finitude chega para todos e tudo isso não passou de um mero momento que a fama encurtou pois foi tão badalado que não aproveitou o mais gostoso da vida, que é o simples e real."

Há, segundo o especialista, outros aspectos que devem ser levados em consideração. Há uma realidade vivida e uma realidade sentida que por vezes não se conjugam. 

Segundo a opinião de Abreu é "Por isso muitos famosos se isolam e alguns se entorpecem no uso de substâncias, na tentativa de anestesiar os tormentos, as frustrações. Poucos têm inteligência emocional desenvolvida a ponto de a razão superar a emoção; e assim condicionar a vida de acordo com um ser finito. Há que se envolver com as emoções genuinamente humanas, que trazem colorido à vida. Que preencham o peito para além das vaidades, protagonismos e circunstâncias. A vida é sempre maior que um momento de fama. Sendo as relações românticas um plus , um bônus extras no cenário real da vida. Que é curta, mas não deve ser pequena.”

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