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Justiça determina a suspensão do especial de Natal do Porta dos Fundos

A medida prevê multa de R$ 150 mil por dia, caso a determinação não seja cumprida

relogio min de leitura | Redação 09 de janeiro de 2020 - 09:45
Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo
Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo -

Foi determinado, nesta quarta-feira (8), pela justiça do Rio, a suspensão da exibição do 'Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo', assim como trailers, making of, propagandas, ou qualquer alusão publicitária ao filme. A medida prevê multa de R$ 150 mil por dia, caso a determinação não seja cumprida.

Após a polêmica em torno do filme, que aborda a temática LGBT no contexto bíblico, a sede da produtora sofreu um atentado, na madrugada do dia 24 de dezembro. Um grupo que se apresentou na internet como integralistas lançou dois coquetéis molotov dentro do prédio, causando um incêndio .

O desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, foi quem decretou a retirada do especial do ar. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, milhares de católicos foram ofendidos ao terem sua fé desvirtuada, ao ter "Jesus retratado como homossexual, Maria como adultera desbocada e José como um idiota traído".

A Justiça do Rio apontou ainda que o filme afronta a dignidade da pessoa humana, a liberdade religiosa e os princípios éticos e sociais da pessoa e da família.

O primeiro pedido de suspensão do filme partiu da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, um grupo religioso carioca. No entanto, em primeira instância a ação foi negada pela juíza Adriana Jara Moura, da 16ª Vara Cível. De acordo com ela, o especial não apresentava cenas ilícitas, assim como não verificou violação aos direitos humanos, religiosos e raciais. A juíza afirmou ainda que a retirada do filme caracterizaria censura.

Um dos acusados do ataque à sede do Porta dos Fundos, Eduardo Fauzi Richard Cerquise, está foragido. No dia 31 de dezembro a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão do empresário, mas após dois dias descobriu que ele teria ido para Rússia antes de ser decretada sua prisão.

Nesta quarta-feira (8), ele foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, que é considerado o alerta máximo. Assim, Eduardo pode ser preso em qualquer país que esteja. 

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