Niterói promove seminário sobre negra presença na arte

Haverá pesquisadores, artistas e curadores como o brasileiro-congolês Kabengele Munanga

Enviado Direto da Redação
Brasileiro-congolês Kabengele Munanga

Brasileiro-congolês Kabengele Munanga

Foto: Divulgação


O Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói e o Ipeafro realizam, de 15 a 17 de agosto, a partir das 13h, o seminário “Negra presença: arte, política, estética e curadoria”, que encerra a programação da exposição "Abdias Nascimento: um espírito libertador", em cartaz no MAC.


No programa, conferências e mesas de debate, com a presença de pesquisadores, artistas e curadores, como o brasileiro-congolês Kabengele Munanga e o brasileiro Muniz Sodré, entre outros.


Quem assina a curadoria é Raquel Barreto – historiadora e doutoranda pela Universidade Federal Fluminense.


A mesa de abertura do Seminário, no dia 15, às 13h30, conta com as presenças do Diretor do MAC Niterói, Marcelo Velloso; da Diretora do IPEAFRO, Elisa Larkin; da Diretora de Cidadania, Diversidade e Territórios da Fundação de Arte de Niterói, Roberta Martins; e da curadora Raquel Barreto.


“O MAC cumpre com esse seminário seu papel de museu público: ser um espaço de debate democrático sobre a arte, sobre a representatividade na arte, sobre a ocupação dos espaços institucionais de arte. Junto com o Ipeafro, partimos da discussão do legado de Abdias Nascimento para uma reflexão sobre a negra presença na arte no Brasil e no mundo. Com o seminário, pretendemos discutir essa presença do ponto de vista estético, político e histórico tanto na produção artística quanto na curadoria. O momento da exposição de Abdias no MAC é simbólico e oportuno para o debate sobre arte e cultura afro-brasileira. Além de ser um grande nome do movimento negro como ativista, intelectual, escritor e artista, temos no momento sua primeira mostra individual em um museu de arte contemporânea no país”, afirma Marcelo Velloso.


Para Raquel Barreto, o diálogo entre o Seminário e a exposição em cartaz permite um pensar mais amplo acerca das questões que atravessam o campo das artes visuais. “O programa propõe discutir assuntos que permeiam a área da curadoria e identificar as relações possíveis entre estética, política e ativismo. Pensar um pouco da arte negra no Brasil. O Brasil ainda tem uma reconciliação histórica a fazer com os afrodescendentes e com os povos originários. E o Seminário vai proporcionar os mais diversos questionamentos em relação ao tema”.


O MAC Niterói fica no Mirante da Boa Viagem, s/nº. Informações no telefone 2620-2400.


Veja a programação completa:


15 de agosto (5ª feira)


Das 13h30 às 14h – Mesa de abertura - Marcelo Velloso (MAC Niterói) - Elisa Larkin (IPEAFRO) - Roberta Martins (Fundação de Arte de Niterói) - Raquel Barreto (curadora do Seminário)

Das 14h às 15h30 – Conferência: Abdias Nascimento: artes, política e ancestralidade africana

Conferencista: Prof. Kabengele Munanga

Das 16h às 18h – Mesa de debate: Estética, política e artistas negros

Conferencistas: Carmen Luz, Filó e Haroldo Costa.

Mediação: Julio Cesar Tavares

16 de agosto (6ª feira)


Das 14h às 15h30 – Conferência: Emory Douglas: arte e ativismo no Partido dos Panteras Negras - Conferencista: Raquel Barreto

Das 16h às 18h – Mesa de debate: A presença negra na curadoria: desafios e perspectivas

Conferencistas: Helio Menezes e Marcelo Campos

Mediação: Thaís Rocha

18h - Performance - Labirito de luzes, por Reginald Adams

17 de agosto (sábado)


Das 14h às 15h30

Conferência: Corpo e dança na cultura nagô

Conferencista: Prof. Muniz Sodré

Das 16h às 18h00 – Roda de conversa: Arte e artistas negras na contemporaneidade - participação de: Coletiva Trovoa, Coletivo Rato Preto, Mariah Rafaela, Milena Lizia e outras.  

Veja também