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Consulado francês promoveu palestra sobre jornalismo investigativo

Evento aconteceu na biblioteca do Consulado Geral francês

relogio min de leitura | Redação 19 de julho de 2019 - 10:20
Jornalista francês Frédéric Martel também falou de seu novo livro
Jornalista francês Frédéric Martel também falou de seu novo livro -

Por Rennan Rebello

“Os desafios do jornalismo de investigação no século XXI”, este foi o tema da palestra ministrada pelo jornalista e escritor francês, Frédéric Martel, que aconteceu na biblioteca do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, no Centro da cidade, na última quarta.

“O primeiro ponto é sempre falar a verdade ao leitor, que tem o direito de saber se o que ele está lendo é verdade ou ficção. O que difere o jornalismo investigativo do literário são as fontes, no entanto a forma literária de descrever um assunto também pode ser real. No Brasil, temos o caso do Glenn Greenwald (dono do portal The Intercept, responsável pela divulgação de diálogos que comprometem a Operação Lava Jato) e embora ele seja ‘odiado’ pela direita e ‘amado’ pela esquerda. O Glenn faz é um jornalismo investigativo clássico ”, disse Martel que também relatou sobre outros formatos de consumo de notícias na internet.

“Além dos sites também há o podcast (conteúdos em áudio) que podem ser narrativos e descreverem alguma história real seja separados por capítulos ou séries, ou podem ser em formato de programa de rádio com informação mais direta”, explicou.

Durante o evento, Martel revelou sobre o processo que utilizou na apuração de seu novo livro: “No armário do Vaticano: Poder, hipocrisia e homossexualidade”, que teve lançamento neste mês, na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

“O que fiz neste trabalho foi um ‘jornalismo de imersão’ e eu ia constantemente a Roma para apurar casos de assédio sexual no Vaticano que é um ambiente misógino e uma ditadura teocrática; o meu trabalho não tem como meta denegrir a igreja católica mas sim ir contra a hipocrisia. Eu entrevistei muitas pessoas porém citei apenas relatei história de pessoas que já morreram. Inclusive, soube que o Papa Francisco leu uma versão do livro”, finalizou o autor que também pesquisa temas ligados a tecnologia da informação e publicou a obra ‘Smart: o que você não sabe sobre a internet’, em 2014.

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