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Regata INP Flipinha chega à sua 20ª edição nesta 24ª Flip

Evento acontecerá na quinta-feira, dia 23 de julho, com a largada marcada para às 11h30

relogio min de leitura | Redação 18 de julho de 2026 - 10:06
Realizada pelo Instituto Náutico Paraty, a Regata é mais do que uma competição náutica, ela une educação, literatura e a histórica relação de Paraty com o mar
Realizada pelo Instituto Náutico Paraty, a Regata é mais do que uma competição náutica, ela une educação, literatura e a histórica relação de Paraty com o mar -

A Regata INP Flipinha chega à sua 20ª edição consolidada como uma das tradições mais simbólicas da programação para as infâncias da Festa Literária Internacional de Paraty. Realizada pelo Instituto Náutico Paraty, a Regata é mais do que uma competição náutica, ela une educação, literatura e a histórica relação de Paraty com o mar, aproximando novas gerações da cultura marítima caiçara e fortalecendo o vínculo entre esporte, território e formação cultural.

Neste ano, o evento acontecerá na quinta-feira, dia 23 de julho, com a largada marcada para às 11h30 e chegada e premiação prevista para às 15h, na Praia do Pontal.

Gibrail Rameck Jr é fundador, idealizador e atualmente vice-presidente da Regata INP Flipinha, e conta que a criação do projeto começou há mais de 30 anos. “É muito satisfatório ver os meninos que eram crianças promovendo as novas gerações e as regatas”, declara Gibrail.

A competição durante a Flip se trata de uma regata lúdica, ou seja, as crianças competem sem ter como foco o resultado final — e, para Junior, esse é o maior desafio. “Como é uma regata lúdica, fazemos normalmente a largada a partir da praia. Para mim esse é um dos momentos mais bonitos do nosso calendário”, afirma Gibrail, que conta ainda que “os alunos treinam durante todo ano e, nessa regata, especialmente, tentamos colocar todos os alunos na água para participar. Aqueles que têm mais experiência levam os novatos, dentro do espírito de equipe e família”.

A Regata integra a programação da Flipinha e tem como principal proposta incentivar o contato de crianças com o universo náutico por meio da vela e de atividades educativas ligadas ao oceano, sustentabilidade e identidade local. Ao longo dos anos, o evento deixou de ser apenas uma atividade complementar da programação infantil para se tornar um símbolo da conexão entre a Flip e a paisagem marítima de Paraty. O projeto ainda democratiza o acesso ao esporte de vela e a vela como instrumento de transformação e educação social, como apontado por Thuane Sendreti, advogada e atual presidente do Instituto Náutico Paraty.

Thuane participou da primeira Regata da Flip, 20 anos atrás, como aluna, e hoje é a primeira presidente mulher do INP e, também, a primeira ex-aluna a ocupar esse cargo. Para ela, produzir e participar da parte administrativa da Regata é muito especial e Thuane se sente “muito satisfeita de ver outras crianças, outros adolescentes vivendo o que eu vivi, porque toda Regata é uma celebração”.

As primeiras edições tinham um perfil mais comunitário e educativo, voltado principalmente para iniciação na vela e participação de crianças da rede local. Com o fortalecimento do INP e maior integração com a programação oficial da Flipinha, a regata ganhou visibilidade, estrutura e reconhecimento dentro do cenário cultural da cidade. O caráter formativo sempre esteve no centro do projeto, utilizando o esporte como ferramenta de inclusão social, educação ambiental e construção de pertencimento, além de expandir horizontes e abrir portas pessoais e profissionais.

“Essa regata da Flip foge totalmente do comum, do tradicional. É uma regata em comemoração à Festa Literária Internacional de Paraty, então conecta diretamente com a literatura”, destaca a presidente do INP. Outra diferença entre a Regata INP Flipinha e as outras regatas é que a premiação é feita com livros ao invés de troféus, além de eventuais ingressos aos eventos da Flip. “Nesse aspecto literário, a gente conecta as crianças a algo que no dia a dia elas não costumam estar conectadas”, complementa Thuane.

Nos últimos anos, a Flip também passou a destacar de forma mais intensa a relação entre literatura e mar, valorizando a cultura caiçara e a tradição náutica de Paraty. “O pessoal do mar é um pouco poético, de certa forma, então muitas pessoas, que vivem a vela de forma mais intensa entendem toda essa relação com o mar de forma muito poética, porque existe uma conexão única ali entre o velejador, o mar, o barco, o vento que representa a natureza e as forças naturais, e tudo mais — e muitas vezes isso consegue ser materializado justamente por meio da literatura”, conta Thuane.

Chegar na 20ª edição representa não apenas a continuidade de um evento esportivo, mas a consolidação de uma tradição cultural e educativa dentro da Flipinha. Ao unir literatura, infância e mar, a Regata INP Flipinha reafirma a importância de preservar a relação histórica de Paraty com suas águas e de incentivar novas gerações a enxergarem o oceano como parte fundamental de sua formação, memória e cultura. “Tanto quem está no Instituto velejando, praticando esporte, é convidado a estar mais diretamente na literatura, quem vive a literatura está convidado também a viver mais do que é o esporte da vela”, reforça a presidente do INP.

*A parceria entre o Educativo Flip e a FAAP aproxima a formação universitária da prática cultural e educativa por meio de um programa extensionista de cerca de nove meses. Ao longo desse período, estudantes acompanham o planejamento, a produção e a realização das ações da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, culminando em uma imersão durante a Festa Literária Internacional de Paraty. Na 24ª Flip, sete extensionistas integrarão a equipe do Educativo, vivenciando na prática a produção de um dos principais eventos literários do país.

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