Artista gonçalense lança primeira faixa de seu primeiro EP autoral
MP Freire quer trazer uma 'nova' perspectiva musical sobre as comunidades e favelas

Em uma 'jogada' de extrema ousadia, o cantor e pianista MP Freire, nascido e criado São Gonçalo, quer levar uma nova perspectiva para e sobre as comunidades e favelas nacionais em seu primeiro EP autoral, chamado "Nova", com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2023. Nesta sexta-feira (21), ele libera a primeira faixa do projeto, intitulada "Fica Comigo".
MP, que também é compositor e arranjador, tem 25 anos. Filho de uma família extremamente musical, o jovem iniciou sua carreira em 2017, quando ganhou o concurso "Voz de Ouro" de São Gonçalo. No ano seguinte, venceu novos festivais em Niterói e se apresentou no Beco das Garrafas, berço da bossa nova. Em 2019, MP lançou seu primeiro single, "Última Dança", que bateu 20 mil visualizações de maneira orgânica em seu clipe no YouTube. E, durante a pandemia, ainda lançou as músicas "Cortejo da Viagem" e "Tarde".
"Fica Comigo" é o primeiro lançamento deste novo projeto de MP Freire. Com influências do jazz, do soul e da MPB, o artista canta sobre a vontade de estender a noite com sua companhia: "Ninguém imaginou até onde a gente ia chegar / Só pra variar, meu relógio atrasou e me deixou te admirar / Que sorte a minha / Vem que eu quero você aqui comigo / E que me esquente nos dias frios / Vem que a noite é longa para sermos só amigos / Fica comigo".
"Nova" representa tanto o novo caminho que MP Freire está seguindo sonoramente quanto uma nova perspectiva do que seria uma música proveniente da periferia.
"A gente tem, de certa forma, uma estereotipagem do que reina aqui. De fato, quando você fala de música da periferia, você espera samba, pagode, funk, rap - o que é muito louvável. Mas não é a única opção da gente. Eu quero que todo mundo entenda isso. Porque, durante muito tempo, isso me angustiou também. Achava que não tinha espaço para mim, mas tem. Tem para todo mundo", comenta.
O álbum ainda conta com a participação de Kely Pinheiro, violoncelista nascida e criada na comunidade da Grota do Surucucu, em Niterói, e formada na Berklee College of Music em Boston.