Gonçalense se prepara para representar Estado do Rio na disputa pelo título de Miss Brasil
Jéssica Mascarenhas conquistou título de Miss Rio no ano passado e tenta nova vitório em concurso nacional, que acontece neste mês

A vida da gonçalense Jéssica Mascarenhas, de 24 anos, já teria 'correrias' o bastante com seus estudos na faculdade de nutrição durante o dia e suas demandas como plantonista auxiliar de farmácia durante a noite. Para além disso, porém, a jovem carrega ainda mais uma faceta que tem, por si só, várias responsabilidades e um certo glamour: a moradora do bairro Lagoinha é, desde setembro do ano passado, Miss Rio de Janeiro de las Américas, e disputa, no próximo dia 18 de março, o título de Miss Brasil.
Na última vez que conversou com OSG, a jovem, que ainda carregava apenas a faixa de Miss São Gonçalo, contou que a ideia de representar todo o município aumentou o senso de ansiedade e responsabilidade. Agora, ela confessa, o nível é maior ainda, já que, se tudo der certo na próxima semana, ela pode estar muito em breve representado o país inteiro em uma disputa internacional.
"O coração está muito nervoso. A ficha do último concurso não estava caindo até agora pouco. Desde que ganhei, parecia que era surreal, parecia que não era comigo. Agora que está chegando mais perto do concurso para o Brasil, parece que agora que percebi que está acontecendo", compartilhou Jéssica, que, apesar disso, não considera a missão exatamente como um fardo.

"Não acho que seja um fardo, mas é uma responsabilidade. Eu tenho muito orgulho disso, gosto quando me reconhecem por ser Miss. Mas a gente tem que se privar de certas coisas. Não é deixar de fazer, mas é que agora a gente vira uma referência daquele estado, certas coisas a gente passa dar uma calculada", conta. No fim das contas, fica difícil de esquecer dessa responsabilidade: "Até meus amigos sempre me lembram que eu sou miss. Não posso fazer alguma graça eles falam: ‘para com isso, você é Miss’”.
Nas próximas semanas, Jéssica será mais miss do que nunca; durante a primeira quinzena de março, ela acerta os últimos detalhes para viajar para o Paraná no dia 15. "A gente vai ficar confinado lá por três dias. No dia 16, a gente se encontra, conhece as meninas, tem workshop, sessões de foto, avaliação de corpo. No dia 17 a gente passa por uma entrevista com os jurados, para eles conhecerem um pouco melhor nossas personalidades fora dos palcos, um pouco mais a fundo nossos ideais. E no 18 é a final", esclarece.
O resultado da competição será revelado em uma cerimônia no dia 18, no Teatro Municipal de Curitiba, transmitida online pela franquia pela que organiza o evento, a De Las Américas. Foi nela que Jéssica conquistou suas atuais faixas, pouco tempo depois de sua primeira experiência em um concurso do tipo, que aconteceu em 2021,em um concurso de outra franquia. Na época, ela não chegou a conquistar o título, e não imaginava seguir em outra disputa tão cedo.
"Na minha cabeça, eu não ia mais participar de concurso nenhum, não por ter me frustrado, mas pelo trabalho que deu, a correria de ver tudo sozinha. Até que me chamaram para o ‘de las Américas’. Eu fui e deu bom", ela relembra. Antes disso, ela já havia cogitado a carreira de modelo, apesar de não exatamente no universo de concursos. "Quando era mais nova, queria ser modelo só. Nunca passou pela minha cabeça esse negócio de ser miss, porque isso não era uma coisa com a qual tive muito contato, não estava perto de mim".
Além da moda, a saúde sempre foi outra área que sempre a chamou atenção. A modelo conta que cogitou carreiras como enfermeira ou farmacêutica, até se identificar com a nutrição, área que estuda no momento e que pretende seguir. "Me vejo no futuro formada. E também não quero abandonar a Miss tão cedo. Quero tentar sempre conciliar os dois, porque acho que o lado Miss pode ser uma válvula de escape quando estiver corrido na nutrição, e vice versa. Quero me manter nesses dois universos, com estabilidade financeira, claro", explica.
Essa estabilidade, inclusive, está ligada a um dos mitos que Jéssica afirma sempre ouvir relacionarem a vida de modelo. Nas palavras da jovem, desde que passou de Miss São Gonçalo para competidora do Miss Brasil, sua vida financeira "não mudou nada". A ideia de que toda modelo é rica, explica a jovem, não costuma levr em conta que o que garante mais rentabilidade é a visibilidade, que demora para ser alcançada.
"Todo mundo acha que quando a gente ganha um título a gente recebe algum dinheiro, ganha um salário. E não, a gente ganha mesmo a experiência e, claro, futuramente, quando a gente vai chegando outros concursos, você vai tendo visibilidade. No caso, é a visibilidade que traz o dinheiro, que traz oportunidades", afirma a jovem. Para conquistar essa visibilidade, as redes sociais se tornaram uma das principais ferramentas para quem trabalha com a área.
Nesse sentido, Jéssica confessa que ainda não se adaptou 100% a seu outro "ofício": o de influenciadora digital. "Sou um pouco ansiosa, aí quando fico ansiosa com minhas questões pessoais, eu fico presa com o Instagram, não consigo me soltar tanto. Às vezes eu sumo, às vezes apareço. Agora, com o concurso chegando, tento estar mais presente, também compartilhando projetos, divulgando para meus seguidores, que não são muitos, mas que me acompanham bastante", garante a Miss.
Com o tempo, ela também tem visto a possibilidade de lançar o holofote para causa e ideais que merecem atenção. "Esse mundo de redes sociais me fez ver bastante coisa que não via antes. Influenciar não tem só a ver com coisas de loja, de roupa. Ser visto também é fazer o bem", declara Jéssica. Por isso, ela aproveita o espaço de seus stories para compartilhar, por exemplo, informações sobre campanhas relevantes, como de doação de sangue ou de apoio às vítimas de tragédias, como fez recentemente com o caso das chuvas no Engenho Pequeno.
Nessa área, seu maior sonho é, através da carreira de Miss, desenvolver um projetos destinados a ajudar mulheres que lutam contra o câncer de mama e o vitiligo. "Minha mãe tem vitiligo e eu vejo que é algo que não tem muita visibilidade. Acho que um projeto de apoio voltado para essas pessoas iria ajudar demais, é muito importante", destaca a estudante e, quem sabe, futura Miss Brasil, em São Gonçalo.
