Roberto Carlos rejeita apoio a Bolsonaro e proíbe visita ao camarim
Segundo revista, cantor teria sido procurado por representante do atual presidente

O cantor Roberto Carlos negou uma suposta proposta de um emissário do presidente Jair Bolsonaro de manifestar apoio público à campanha de reeleição do atual chefe de Estado, segundo informações da revista "Veja". De acordo com o veículo, o rei estaria tentando impedir que seu nome seja associado a manifestações políticas no geral, e teria exigido que sua assessoria não compartilhasse de quem será seu voto nas próximas eleições, que acontecem em outubro.
Recentemente, o cantor e compositor proibiu visitas fãs aos camarins. A medida, tida oficialmente como parte de um protocolo de proteção a Covid-19, seria também uma forma de evitar que visitantes tirem fotos ao seu lado gesticulando algum sinal de apoio a algum dos candidatos à Presidência, como o sinal da "arminha" ligado a Bolsonaro ou o gesto do "L" de Lula.
Na semana passada, Roberto Carlos afirmou não ter sido procurado por equipes de figuras políticas, em respostas a outros rumores de associação à Bolsonaro. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada na terça (19/07), o rei disse que "ninguém entrou em contato". "Continuo votando, como sempre votei. E sempre mantive o meu voto em segredo. Assim, isso vai permanecer", comentou o cantor de 81 anos.
Nas últimas semanas, Roberto Carlos esteve em alta entre os assuntos mais comentados na internet, depois de ter sido flagrado mandando um fã "calar a boca" durante show no Rio de Janeiro. Entrevistado sobre o assunto, ele disse que "saiu sem querer". "Meu negócio não é falar não, é cantar. Quero cantar falando tudo o que eu sinto", desabafou.