Prêmio "Escritas Pretas" reconhece produção artística de autores negros no Brasil
Premiação ocorre no Museu de Amanhã; festival literário de SG está entre os organizadores

No dia 31 de julho o Rio de Janeiro sediará uma nova premiação literária. Trata-se da primeira edição do "Escritas Pretas", cerimônia de reconhecimento artístico que visa homenagear a produção artística e acadêmica de autores não-brancos. O evento acontece no Museu do Amanhã, localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro.
Uma das iniciativas parceiras e organizadoras de premiação é o FLISGO, Festival Literário de São Gonçalo, que têm promovido ações de reconhecimento a literatura preta no Brasil. No ano passado, o assunto foi tema de um seminário online organizado pela feira gonçalense.
A cerimônia reconhecerá o trabalho de escritores e artistas que "fomentam ações literárias inspiradoras", segundo a organização. Esses homenageados serão premiados em 16 categorias diferentes, inspiradas pelos 16 Odus do jogo divinatório do Ifá, tradição religiosa originária das crenças tradicionais da África Ocidental. Entre os nomes reconhecidos pelo evento estão o cantor e compositor Martinho da Vila, a escritora Conceição Evaristo, a atriz e poetisa Elisa Lucinda e o pesquisador acadêmico da UFRJ Milton Sodré. As categorias de ações literárias se dividem em duas modalidades: "escrevivências", que premia a produção literária de autores empenhados em traduzir a experiência preta no país em protagonismo narrativo e literário, e "aquilombamentos", que laureia os esforços de ativistas e personalidades empenhados em promover ações culturais antirracistas.
A principal homenageada da edição será Helena Theodoro, Doutora em Filosofia pela Universidade Gama Filho e pioneira no estudo de filosofia africana no cenário acadêmico nacional.
A entrada no evento é franca, mas as vagas são limitadas e oferecidas através do perfil do prêmio no Instagram, @escritaspretas.oficial. A cerimônia, que acontece no domingo (31), começa às 14h.