Cozinheira fala sobre o caso de racismo estrutural no programa ‘É de Casa’
“Não tinha entendido”, comentou Dona Silene, após os internautas apontarem caso de racismo que ela teria passado

A Dona Silene, doceira que participou do programa ‘É de Casa’, usou suas redes sociais para falar sobre o caso de racismo que aconteceu no programa da TV Globo. Durante a madrugada desta terça-feira (14), ela publicou nos stories de seu instagram, uma resposta sobre o caso. Ela abriu o jogo sobre a situação em que ela viveu, logo depois da apresentadora, Talitha Morete ter pedido para ela servir as pessoas do estúdio.
"Eu fui surpreendida por muitas mensagens de apoio e não tinha entendido o porquê! Eu ainda estou meio perdida pois foi tudo muito novo pra mim", começou Silene. "Eu escrevo não para diminuir ou banalizar as dores de ninguém, pois sei que muitos se sentiram machucados com a cena, porém, naquele momento, eu não tive esse sentimento. Ao contrário, fui muito bem recebida e acolhida por todos", falou Dona Silene.
Logo depois, ela falou sobre ter sido convidada para o programa por Talitha, que já conhecia Silene, no salão de beleza que a apresentadora fazia suas unhas. "Para quem não sabe, Talitha foi um instrumento para que eu pudesse ter a oportunidade de ser apresentada a vocês e sou muito grata por isso. Eu jamais poderia vir aqui incitar ódio a uma pessoa que, na minha concepção, não teve a intenção de reproduzir qualquer tipo de violência. Então, eu peço a todos que não a ataquem".
Logo depois, Silene agradeceu o jornalista Manoel Soares, por ter interrompido de maneira sutil, que ela servisse as pessoas no local. "A todos vocês que estão chegando agora, vão me conhecer e saber que eu sou da paz, meu propósito não é guerra. Quero deixar também a minha gratidão e meu abraço para o Manoel [Soares], pela gentileza e todo cuidado que teve. Um beijo a todos, sintam-se abraçados".
Na terça-feira (14), a apresentadora Talitha Morete falou em suas redes sociais, se retratando sobre suas atitudes. Que foi interpretado pela sua grande maioria como racismo estrutural. "Errei e não há nada a ser dito para justificar ou minimizar esse erro, a não ser me desculpar. Desde sábado, eu tenho refletido sobre o ocorrido. Eu tenho refletido sobre o lugar que ocupei nesse contexto. Como ser humano, como comunicadora, quero transformar esse episódio em aprendizado e num compromisso de vigília antirracista constante", disse Talitha.
