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Grupo de teatro de Niterói busca apoio para participar de evento na Espanha

Coletivo busca editais que possam apoiar a viagem para participar do festival

relogio min de leitura | Redação 02 de fevereiro de 2022 - 17:23
Grupo de teatro está celebrando 25 anos de existência em 2022
Grupo de teatro está celebrando 25 anos de existência em 2022 -

O Grupo de Teatro do Oprimido Pirei na Cenna celebra 25 anos de existência neste ano. Coroando essa data, o Grupo acaba de conquistar o Prêmio Cultura e Território, categoria Cultura Popular, da Secretaria das Culturas de Niterói. Essa premiação contribui na manutenção do Pirei na Cenna e de suas ações de forma virtual. O grupo realiza o seminário sobre arte e loucura no mês de maio, quando se celebra o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Se toda a cidade estiver vacinada e imunizada, esse evento pretende ser no auditório do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, em Charitas. Atualmente o grupo compõe o projeto Teatro das Oprimidas, realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido e patrocinado pela Petrobrás, e realiza apresentações diversas em municípios do Estado do Rio de Janeiro.

Somando-se a esse reconhecimento, o Grupo recebeu pela 2ª vez o convite para participar da 5ª edição do Festival Mundial de Teatro Oprimido (DMTOfest), que acontece em março de 2022, na cidade de Barcelona, Espanha. O tema desta edição será “A revolução das etiquetas”. Diante do convite, o grupo necessita de apoio para passagens, hospedagem e alimentação. Desse modo, o grupo busca editais para concretizar o intercâmbio de experiências, ultrapassando muros, fronteiras com o objetivo de falar que arte e loucura é vida.

Na primeira vez que o grupo recebeu o convite para participar deste festival, em 2015, o Pirei na Cenna quase foi a Barcelona. Todas e todos os integrantes chegaram a tirar seus passaportes, mas passou na trave financeira. Agora o grupo pretende marcar esse gol e seguir na competição contra o preconceito e ressignificando a imagem da loucura.

Sobre o grupo de teatro

Formado por usuários e simpatizantes de saúde mental, criado em 1997, no Hospital Psiquiátrico de Jurujuba pela diretora artística Cláudia Simone Santos. A partir daí, começa a trajetória do Pirei na Cenna que já esteve em 13 estados do Brasil e em 2012 ultrapassou não só os muros do hospital psiquiátrico como também as fronteiras do país para o I Festival de Expressões Artísticas Antimanicomiais na cidade de Rosário, na Argentina. Em sua primeira temporada internacional fez ainda apresentações em Buenos Aires.

Em 2019 recebeu o prêmio Ações Locais, concedido pela Secretaria de Cultura de Niterói. Em 2017 conquistou o Prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura. Em 2012, o recebeu o Prêmio Agente Jovem de Cultura do Ministério da Cultura. Em 2009 o grupo venceu o Prêmio Loucos pela diversidade concedido pela Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura e FioCruz. Em 2010, o Pirei na Cenna foi levado a Portugal através da exposição fotográfica “Retratos de uma luta”, de Andréa Mendes. Em 2003, Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido foi ao Hospital Psiquiátrico de Jurujuba assistir ao grupo. Naquele mesmo ano o Pirei ganhou seu 1º Prêmio: melhor apresentação teatral no Festival da Juventude de Niterói.

Sobre o Centro de Teatro do Oprimido - CTO

Centro de pesquisa e difusão, que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido em Laboratórios, Seminários de Dramaturgia, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. O CTO foi dirigido por Augusto Boal ao longo de seus últimos 23 anos de vida, e hoje sua equipe dá prosseguimento ao trabalho.

Sobre o projeto Teatro das Oprimidas

O projeto Teatro das Oprimidas tem como objetivo geral fortalecer os Grupos Teatrais Populares de TO (Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas), ampliando seus raios de atuação para além das cidades do Rio e Niterói e chegando em Duque de Caxias, Itaboraí, Macaé, Maricá, Nova Iguaçu e São Gonçalo, realizando oficinas de TO para estimular multiplicadoras/res e cenas que mobilizem alternativas transformadoras para a juventude, em espaços populares e institucionais, com a metodologia da Estética, do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas.

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