Nego Di é denunciado após fazer ofensas a participante do BBB
Natália tem vitiligo e recentemente teve um vídeo íntimo vazado

O ex-BBB Nego Di foi denunciado ao Ministério Público, na quinta-feira (20), por conta das ofensas contra Natália Deodato, participante do "Big Brother Brasil 22". Em seu Instagram, Nego Di debochou do vitiligo e do vídeo vazado de Natália. A denúncia foi feita pelo youtuber Gabriel Monteiro.
"Que goela bem aveludada, hein morena! Curiosidades do dia: eu não sabia que Dálmata gostava de chimarrão", comentou Nego Di nos Stories do Instagram, sem citar o nome de Natália.
Em suas redes sociais, Gabriel Monteiro criticou a postura do ex-BBB.
"Hoje deliberadamente começou a ofender implicitamente a Natália, a chamando de 'Dálmata' por sua doença vitiligo e detalhe: achou bonitinho o vídeo dela ser vazado, após ela ser ameaçada dois anos. Com pessoas assim a gente não perde tempo xingando no direct: a gente denuncia no MP. Se você acha isso certo, pensa que poderia ser com sua filha, que vá fazer graça na cadeia e não no Instagram", disse o youtuber.
Após a denúncia, a conta oficial de Nego Di no Instagram foi suspensa. No entanto, ele usou um perfil reserva para rebater as acusações de Gabriel.
"Se eu sou criminoso, o que sobra pra ti, Gabriel Monteiro? Em que momento tu trabalha? Em que momento tu exerce a sua função? Transfobia não é crime, é tranquilo?", questionou Nego Di, mencionando um episódio de acusação de transfobia, em que ele se recusa a se referir a uma trans como "ela" e a chama de "homem".
A equipe de Natália também usou as redes sociais para se manifestar sobre os ataques recebidos pela participante.
"Chegou pra nossa equipe alguns perfis que estavam expondo e reproduzindo preconceito contra a Naty, esses perfis já foram suspensos das redes e incluídos no processo legal. Sabemos que a Naty é uma mulher preta e também uma mulher que tem uma condição chamada vitiligo, sendo assim, muitas pessoas estão pegando essas características e usando como pretexto para criticá-la", inicia a nota.
"Cada um está no seu processo e muitos de nós não somos ensinados sobre a nossa própria história. Todas as pessoas têm o direito de se equivocar em algum momento, mas também precisam ter a oportunidade de aprender; isso se chama construção pessoal e acontece durante toda a vida. Reproduzir preconceito, zombar e difamar não é crítica construtiva, é crime!", finaliza.