Coletivos realizam exibição popular do filme 'Marighella' em São Gonçalo
Proposta dos grupos é realizar exibições em diversas comunidades da cidade

Um projeto desenvolvido por coletivos está realizando exibições populares do filme Marighella em São Gonçalo. A primeira delas aconteceu nesta segunda-feira (22). A produção, que foi lançada neste ano, é dirigida por Wagner Moura e protagonizada por Seu Jorge.
O filme Marighella é uma adaptação da biografia "Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo de Mário Magalhães", e conta a história do guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar no Brasil. A exibição do filme foi realizada no Teatro Armazém, do Cenarte Dimensões, na noite de ontem. O projeto é uma iniciativa do mandato do vereador Romário Regis e dos coletivos Ressuscita São Gonçalo, Emancipa e Casa Fluminense, e reuniu cerca de 240 pessoas.
"Nossa cidade é muito poderosa e esse tipo de evento me faz lembrar todos os motivos que me fizeram começar a lutar por ela. Como sempre digo, sou um ser humano com dezenas de erros, equívocos e contradições, mas não fujo da luta em busca de melhorar o lugar que eu moro", disse o vereador Romário Regis.
Após a exibição do filme, houve também uma roda de conversa entre o público, os coletivos e convidados, como Wesley Teixeira, liderança jovem da Baixada Fluminense, o pastor Henrique Vieira, que também é um dos atores do filme, e a professora Yonara Costa, que faz parte do grupo Escritoras Vivas.
"A arte traz à tona os personagens que são apagados pela história, como é o exemplo de Marighella. Ele foi apagado por muitos anos, mas a arte traz essa validação em um momento tão difícil do nosso país", conta Yonara.
Com o sucesso de público na noite de ontem, os coletivos e organizadores pretendem realizar novas exibições populares do filme em comunidades de São Gonçalo.
"O público se demonstrou muito interessado e houve uma procura gigante, mas percebemos que há uma necessidade muito grande. O filme está em cartaz, mas quantas pessoas têm condições de pagar passagem e ingresso? Antes de iniciarmos o filme, soubemos de uma jovem moradora do Salgueiro que havia sido sorteada, mas não conseguiu ir à exibição por conta da operação da Polícia Militar na comunidade. Há uma grande necessidade de levar o filme a esse lugar", conta a professora e escritora.
*Sob supervisão de Cyntia Fonseca